Fotografar palavras # 4286

HISTÓRIAS
São as pequenas coisas
que fazem as grandes memórias.
Somos a soma do que vivemos
e não esquecemos.
Somos histórias.

STORIES
It is the little things
that create the great memories.
We are the sum of what we have lived
and will not forget.
We are stories.

Texto | Text: Maria Ervilha
Fotografia | Photography: Ana Gilbert

Fotografar palavras, projeto criado pelo Paulo Kellerman. Este nosso lugar de liberdade de criação.

centelha

spark

Fecha-se. Na casa sem janelas. Protege-se. Alheia-se do mundo. Quer esquecer o tempo; envelhecer na dor. A alma, rubra, escapa pelas cicatrizes.

[She closes herself off. In the windowless house. She protects herself. Alienates herself from the world. She wants to forget time; to age in pain. The soul, ruddy, escapes through the scars.]

Tempo

“the prison of time is spherical and without exits.”

(Vladimir Nabokov)

Memórias

certas memórias existem apenas no corpo.

some memories exist only in the body.

6 anos de sutilezas…

SUTILEZAS DO OLHAR | 6

Mais um ano… mais pessoas que se aproximam… e isso faz todo o trabalho valer a pena.

Um obrigada gigante a quem se mantém por perto e frequenta regularmente esta minha casa… mas também a quem se aventura e chega aqui por acaso ou acidente, mesmo que não se demore. Porque este espaço só se completa com a sua presença e o seu olhar. Espero que faça sentido…

“Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre
.” (Manoel de Barros)

Fotografar palavras # 4183

Vou à janela nas noites escuras, ouço o vento. Espero. Um mês é um sopro. Anos são pó nos desígnios da missão que tracei.  

I go to the window on dark nights, listen to the wind. I wait. A month is a breath. Years are dust in the paths of the mission I have traced.

Fotografar palavras, projeto do Paulo Kellerman e de todos nós.

Texto | Text: Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photograph: Ana Gilbert

Fugaz

“Cada um está só no coração da terra
traspassado por um raio de sol:
e de repente é noite.”

Salvatore Quasimodo