olho a menina de meia estação que gosta de casaco marrom e não escuta música de criança flor em botão enquanto a bomba h quer explodir no jardim
saboreia palavras como caramelos mas antes antes
a lembrança do mundo antes de ser seu mundo livro aberto sobre as pernas as marquinhas pretas sobre fundo branco não consegue decifrar
ainda não sabe ler
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I look at the girl of in-between seasons who likes brown coats and doesn’t listen to children’s music flower in bud while the H-bomb wants to explode in the garden
she savours words like caramels but before before
the memory of the world before it became her world an open book across her lap the little black marks against a white background she cannot decipher
O presente ensaio celebra os 150 anos de nascimento de Carl G. Jung e seu brilhante entendimento do ser humano como ser criativo.
O texto aborda o tema da ética de hospitalidade em análise. Para tanto, parte da arte, mais especificamente, da ópera contemporânea portuguesa O Tempo (Somos nós), cujo libreto é de autoria de Paulo Kellerman, para iluminar a prática clínica, tendo por base o texto O Banquete, de Platão, em articulação com a psicologia analítica.
Tanto na ópera quanto no processo analítico, Eros surge como fenômeno mais amplo, capaz de restaurar uma possibilidade criativa que reacende a alma, enquanto lugar da experiência do indivíduo, e de integrar aspectos dissociados da psique individual e coletiva.
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This paper examines the subject of hospitality in analysis. It starts from art, more specifically the contemporary Portuguese opera Time (As we are), whose libretto was written by Paulo Kellerman, to illuminate the clinical activity based on Plato’s Symposium, in articulation with the analytical psychology.
Both in the opera and in the analytical process, Eros emerges as a broader phenomenon, capable of restoring a creative possibility that rekindles the soul as a locus for the individual experience, and of integrating dissociated aspects of the individual and the collective psyche.