
oscilafulge
única
centrando
na oscilação a
fuga
que a transporta
Orides Fontela

oscilafulge
única
centrando
na oscilação a
fuga
que a transporta
Orides Fontela



Parceria nova na publicação # 5629 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, com a querida Mafalda Carmona.
É sempre uma alegria receber um texto anônimo e desdobrá-lo em imagens possíveis, até que uma (ou mais de uma) se coagule em fotografia.
E depois, ver publicada no blog a conversa entre palavra e imagem, que deixa entrever novas possibilidades narrativas.
Essa é a magia diária do projeto FOTOGRAFAR PALAVRAS, criado e coordenado pelo amigo Paulo Kellerman e cuidado por todos nós.
Visitem, há muito o que ler e ver por lá!
…..
Nota Breve
sobreviver é preciso
por isso acreditamos
que morrer é raro
não o é
é imediato, o mais certo fim
improvável é viver
mas continuamos a confiar
*
Brief Note
to survive is necessary
that is why we believe
that dying is rare
it is not
it is immediate, the most certain end
what is unlikely is to live
yet we go on trusting
Texto | Text: Mafalda Carmona
Fotografia | Photography: Ana Gilbert

É ao fim do dia que o mar sente mais saudades de casa.


SUTILEZAS DO OLHAR | 9
Nove anos do blog.
Por vezes, pergunto-me se um blog ainda faz sentido. Nesses momentos, é como se fosse apenas uma voz perdida no vazio de um tempo de excessos que me é estranho. Contudo, a resposta que encontro dentro de mim ainda é um sim.
Um sim ao tempo lento da contemplação que parece tão obsoleta. Sim ao amor pelas palavras e pelas imagens. Pelas palavras-imagens. Um sim às pessoas; à crença inabalável de que é e será sempre a relação que nos sustentará a humanidade.
Obrigada às pessoas que por aqui passam e deixam um tanto de si: olhares, comentários, curtidas, silêncios, respiração. Humanidade. Sem vocês, seria mais difícil.
“ Um corpo que não é visto desaparece?”
Georges Didi-Huberman
…..
Nine years of the blog.
Sometimes, I wonder whether a blog still makes sense. In those moments, it feels as though it were merely a voice lost in the void of an age of excesses that feels foreign to me. Yet the answer I find within myself is still yes.
Yes to the slow pace of contemplation, which seems so obsolete. Yes to a love of words and images. Of word-images. Yes to people; to the unshakable belief that it is, and always will be, human connection that sustains our humanity.
Thank you to those who pass through here and leave a little of themselves behind: their gaze, their comments, their likes, their silences, their breath. Humanity. Without you, it would be harder.
“Does a body that is not seen disappear?”
Georges Didi-Huberman


Quantos tipos de felicidade existem?

O que existe na hesitação do teu gesto?

Fugir à solidão é solitário.