PELE ADENTRO fala de encontro, aproximação, sedução, realização, afastamento. Viagem que guia o(a) leitor(a) das coisas do mundo ao centro da intimidade e, depois, de volta a ele, num processo de eterno retorno em que a alma acompanha as formas do corpo e a magnitude da descoberta. Texto e imagem dialogam, numa dança sinuosa de afetos que atravessam, tensionam e conectam. Alimento e falta. Acima de tudo, pulsação. Que se sente na pele.
Design gráfico do querido Licínio Florêncio A competência na Impressão a cargo da Arte Ampliada A delicadeza e o cuidado, exemplar a exemplar, da encadernação artesanal da Eliana Yukawa e Yume Ateliê & Design
Parceria nova na publicação # 5629 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, com a querida Mafalda Carmona.
É sempre uma alegria receber um texto anônimo e desdobrá-lo em imagens possíveis, até que uma (ou mais de uma) se coagule em fotografia. E depois, ver publicada no blog a conversa entre palavra e imagem, que deixa entrever novas possibilidades narrativas.
Nove anos do blog. Por vezes, pergunto-me se um blog ainda faz sentido. Nesses momentos, é como se fosse apenas uma voz perdida no vazio de um tempo de excessos que me é estranho. Contudo, a resposta que encontro dentro de mim ainda é um sim.
Um sim ao tempo lento da contemplação que parece tão obsoleta. Sim ao amor pelas palavras e pelas imagens. Pelas palavras-imagens. Um sim às pessoas; à crença inabalável de que é e será sempre a relação que nos sustentará a humanidade.
Obrigada às pessoas que por aqui passam e deixam um tanto de si: olhares, comentários, curtidas, silêncios, respiração. Humanidade. Sem vocês, seria mais difícil.
“ Um corpo que não é visto desaparece?” Georges Didi-Huberman
…..
Nine years of the blog. Sometimes, I wonder whether a blog still makes sense. In those moments, it feels as though it were merely a voice lost in the void of an age of excesses that feels foreign to me. Yet the answer I find within myself is still yes.
Yes to the slow pace of contemplation, which seems so obsolete. Yes to a love of words and images. Of word-images. Yes to people; to the unshakable belief that it is, and always will be, human connection that sustains our humanity.
Thank you to those who pass through here and leave a little of themselves behind: their gaze, their comments, their likes, their silences, their breath. Humanity. Without you, it would be harder.
“Does a body that is not seen disappear?” Georges Didi-Huberman