Sobrevivo, mas é insensatez.”

Lya Luft (O lado fatal, Siciliano, 1991)

Ferida

É provável que te sintas ferida, mas é nessa ferida que entra a luz”.

Excerto de ÁGUA COM AÇÚCAR, romance de Ana Miguel Socorro

Uma publicação Minimalista

4 anos…

4 anos de sutilezas…

Estes são tempos difíceis… e a arte tem sido uma grande companheira. Muita coisa aconteceu neste ano: palavras, imagens, entrelaçamentos, parcerias… uma editora, a Minimalista.

O meu agradecimento aos que percorrem comigo este caminho; aos que me afetam e se deixam afetar pelo meu olhar…

“todas as guerras estão | infectadas pela | expectativa do amor”

(Valter Hugo Mãe, Publicação da mortalidade)

Fotografar palavras #2865

Agora é a tua vez de partir.

Peço que me leves apenas em quantidade suficiente para respirar. Mais que isso, ocupará espaço e tu precisas do vazio para caberes sem aperto. Não te permitas a chorar. Se o fizeres, limpa-te com as memórias que te lembram como eras infeliz. Acredita num sol que aquece e num vento que adormece. Não aceites a rotina de uma ideia: é cortante e dilui-se no primeiro copo de vinho. Afasta-te das palavras fáceis. Escreve-as e queima-as. A facilidade nunca foi um bom augúrio. E depois, esquece-me.

Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Rita Rosa
Foto | Ana Gilbert

Outono

Choro de outono… quando o mundo perde seus contornos e em parte perdemos os nossos…

Mapas do Confinamento

O projeto MAPAS DO CONFINAMENTO é “um projeto trilingue que une os falantes de português com o intuito de desenhar uma cartografia do confinamento através da arte e da cultura.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé, Timor Leste e Diásporas de expressão portuguesa – Bélgica, França, Países Baixos, Reino Unido – são estes os “Mapas do Confinamento” que quase cem artistas, escritora .es, fotógrafa .os, ilustradora .es, poetas, tradutora .es – de todas as origens e sotaques – estão a construir coletivamente em português (mas traduzidos para francês e inglês porque o mundo também é feito de outros idiomas) como forma de assinalar este momento marcante da nossa História.”

Participo com um CONTO e um ENSAIO FOTOGRÁFICO .

NÓS (conto)

Não sei o teu nome, nunca tive coragem de perguntar. Mas somos vizinhas. De vida. Habitamos a mesma pele, ainda que muitos metros de tecido esgarçado nos separem. Não sei onde estás; passo pelos lugares de costume e vejo somente a tua ausência. Em que calçada te sentas agora?

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A SOMBRA DOS DIAS (ensaio fotográfico)

Fotografo a sombra dos dias para ter a certeza de que eles passam.

A sombra da saudade

ensaio completo disponível aqui