









Sábado foi dia de dançar ao som de djcut!s, n’Os Filipes Bar.
Uma experiência incrível, sempre. Energia que se sente na pele. Pele adentro.






Uma das coisas que mais me comove é a espontaneidade e a confiança com que algumas pessoas me contam suas histórias e me pedem para que as fotografe.
Hoje, esse pedido veio da Sónia, do Café Arcada, em São Martinho do Porto, Portugal.
Ela convenceu a Isabel, dona do café, a posar para a minha lente. As duas se prepararam, num gesto de entrega que muito me tocou.
Com surpreendente desenvoltura, Sónia escolheu os elementos da cena e a dirigiu. Depois, pediu-me, expressamente, que publicasse as fotos e divulgasse o café.
E eu divulgo, porque o lugar é especial -como não ser, com esses sorrisos?
Mas sou eu que agradeço à Sónia e à Isabel por me fazerem sorrir por trás da lente e, principalmente, por me fazerem acreditar que o mundo ainda é possível.
[acho que já perceberam que a Sónia é a da esquerda, na primeira foto]

Fala
Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.
Tudo será duro:
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser.
Tudo será
capaz de ferir. Será
agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.
Não há piedade nos signos
e nem no amor: o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere.
(Toda palavra é crueldade.)
Orides Fontela

Me queimo em sonhos, tocando estrelas.
Hilda Hilst (De amor tenho vivido)

Nossas pessoas eternas têm de significar alegria.
Valter Hugo Mãe (Educação da tristeza)

Triturei os últimos dias
dispu-los numa linha
e inalei-os como cocaína
A felicidade pode ser endógena
Os dias,
substâncias químicas:
uma droga.
E eu encontrei um bom dealer.
Ana Sofia Elias (Uca, 2024)
[ensaio com a Ana Sofia Elias]

Sigrid & Laura

Lê a energia que está no meu silêncio.
Clarice Lispector (Água viva)


se alguma vez me vires em sonhos
sacode-me a terra ao coração
Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

Esguia-te no véu translúcido do romance e depois conta-me como é viver em modo nude e estradas inesperadas. Pensando bem, leva-me contigo e deixa os floreados para outra.
Slip into the translucent veil of romance and then tell me what it’s like to live in nude mode and on unexpected roads. Or rather, take me with you and leave the flourishes to someone else.
Texto | Text: Sandra Francisco
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Na publicação # 5334 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, a parceria no texto é com a Sandra Francisco.
Fotografar palavras é um projeto criado pelo Paulo Kellerman, há 9 anos e configura um espaço de criação livre e de encontros, graças ao talento do Paulo em agregar pessoas e afetos.
A nossa sexta exposição permanece em cartaz no m|i|mo, em Leiria, até o dia 9 de novembro de 2025. Visitem!

e das ausências que se fazem presentes. Sempre.



O André Pereira escreve retratos à máquina.
Fotografa com palavras.
Ele esteve no Festival A Porta e eu tive a sorte de ser retratada por ele.
Um retrato de aguçada sensibilidade.
Depois, escrevi seu retrato com luz.
Obrigada por esse momento, André.
Obrigada, ao Festival A Porta, pela iniciativa.






Difícil falar de um pai. Difícil falar de um pai que faz 100 anos.

Volto a ti como se de um reflexo pavloviano se tratasse. Tens razão, somos mesmo como cães. Se calhar devia aprender a rosnar.
I come back to you as if it were a pavlovian reflex. You’re right, we really are like dogs. Maybe I should learn to growl.
Texto | Text: Márcia Oliveira
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Fotografar palavras, projeto criado pelo Paulo Kellerman e recriado diariamente por nós.

liberdade. a luz que nos separa.