
emConcretudes Primárias é um filme de dança da Pulsar Cia de Dança em parceria com a Piloto Filmes
(disponível no youtube)
(making of)

emConcretudes Primárias é um filme de dança da Pulsar Cia de Dança em parceria com a Piloto Filmes
(disponível no youtube)
(making of)

Pensei que dançar era sonhar com as mãos
Entre os dedos
Com lágrimas, suor e sangue
Mas dançar é morrer e renascer, é morrer e renascer, é morrer e renascer
É a cada embate levantar-se do chão e voltar a dançar
A cada embate levantar-se do chão e voltar a dançar
As mãos esse tentáculo sensitivo que não nos deixam afogar
Tantos os que nos querem afogados, cancelados
Os medíocres
Mas acabamos sempre por vir à tona
Em espirais dançantes
Eternas, de eterno retorno, de eternidade
E enquanto dançamos, alargamos os horizontes daqueles que se deixam transportar e sonhar
E irritamos e entristecemos as almas daqueles que já morreram
Mas nada nem ninguém nos retira a liberdade de dançar uma e outra vez sempre e até sempre
Por isso a dança é um ofício da Eternidade
Viva, Poderosa, Orgânica e Mágica
Dessa eternidade que nos livra
Da intolerável opressão do sucessivo
Do mesquinho
A dança é uma ave que quando privada de liberdade
Prefere Morrer
Mas hoje e sempre continuaremos a dançar em espirais
Voo astrais
Serpentes emplumadas
Polvos telúricos
Ouroboros
E entre seres mágicos
Como os bailarinos e (com) todos aqueles que dizem sempre que sim a este sonho de Dançar, com D de gente com Dádiva, com as mãos bem abertas e de olhos fechados para o abismo de uma eternidade esplendorosa
Joana von Mayer Trindade (Dançar com D de Gente com Dádiva, in Onde Está O Relâmpago Que Vos Lamberá As Vossas Labaredas, de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade – Nuisis ZoBoP)

em caso de dúvida, dançar. sempre.
[when in doubt, dance. always.]

Pina Bausch


Caminha na minha direcção, mas não
me vê; agita a mão, mexe os dedos como
se tentasse agarrar o ar. Apesar do seu
comportamento peculiar, a expressão é
pacífica, a postura é tranquila.
Pergunto: Tentas pegar o ar com a mão?
Sorri. Responde: Não, tento agarrar o
amor.
Passa por mim e afasta-se, conduzido
pelo seu sorriso; e assim desapareço da
sua vida. Nem memória serei.
Vejo como se afasta, vejo como
desaparece; e enquanto vejo, pergunto:
será que já não existe amor em mim?
***
She walks in my direction, but does not see me; she agitates her hand, moves her fingers as if trying to grab the air. In spite of her peculiar behaviour, her expression is pacific, her posture is calm.
I ask: Are you trying to catch the air with your hand?
She smiles. And answers me back: No, I am trying to grab love.
She passes by and walks away, lead by her smile; and then I disappear from her life. I will not be even a memory.
I see how she walks away, I see how she disappears; and as I watch her, I ask myself: Is there no longer love in me?
photographs by Ana Gilbert
text by Paulo Kellerman
[in Geografias Corporais, Alter Edições, 2022]







Preparações, alinhamentos, trocas, presença.
COSMOFOBIA, espetáculo de Márcio Cunha e o Grupo de Pesquisa e Criação















‘Passar música’ é uma arte que o Jorge VAz Dias domina com perfeição. Desde o aquecimento do ambiente, momento em que as pessoas estão entretidas nas conversas em pequenos grupos, até o ápice onde os corpos conversam na pista de dança, num contágio mútuo, levados pela energia incrível do Jorge.
Um obrigada gigante ao @djcut_s por essa noite e pela generosidade em se deixar fotografar. E ao @osfilipesbar, por ser espaço de materialização dessa força coletiva.

Parceria nova no FOTOGRAFAR PALAVRAS: Cristiana Ribeiro | Publicação # 5029
Dança, que o corpo descongela, o coração aquece e a alma reencontra-se.
Dance, and the body will unfreeze, the heart will warm up and the soul will find itself again.
Fotografar palavras, projeto do Paulo Kellerman e de todos nós. Uma casa onde cabem muitos afetos e encontros. E é assim desde 2016.

Das coisas bonitas deste ano: fotografar o espetáculo COSMOFOBIA, com o Grupo de Pesquisa e Criação e Marcio Cunha



Pina Bausch | Desejo de presença


Magazine for Contemporary Photography


“O que apreende aquele que olha os movimentos não significativos do bailarino?”
José Gil

dançar é sempre um despir-se



