Sombra

os meus olhos estão cegos para o mundo sem ti.

my eyes are blind to the world without you.

Sombra (excerto)

A respiração do tempo [contos]
Minimalista, 2022

Sempre

A vida será sempre sonho.

[Life will always be a dream]

A respiração do tempo (Minimalista, 2022)

Convulsão

“Ao sinal invisível, os homens começam a disparar. Descarregam as armas, como uma ejaculação coletiva, fruto de um gozo inominável. Uma nuvem de pássaros tinge o azul do céu com gritos vermelhos. As pessoas vão caindo, flor a flor.”

[excerto do conto Convulsão, em A respiração do tempo]

Uma edição Minimalista

Leituras

Duas leituras fotográficas do Frankie Boy para excertos do meu livro de contos A Respiração do Tempo.

Onde se esconde o choro?
A luz rasga a sala em mim.

A RESPIRAÇÃO DO TEMPO, uma publicação Minimalista

A Respiração do Tempo | Ilustração

A Maraia é uma jovem e talentosa artista; um ser humano sensível e profundo. Captou com precisão e condensou em imagem o que as/os leitora(e)s descobrirão nas palavras.
É um privilégio ter a Maraia como ilustradora da nossa Minimalista.

[a respiração do tempo é a nona publicação da Minimalista Editora]

Opinião

A respiração do tempo, de Ana Gilbert, Editora Minimalista, 2022, já se encontra à venda. É a mais recente publicação da nossa editora informal. Degustei-o de 6 a 18 de Junho. É, antes de se entrar no que nos conta, um objecto muito belo em que se nota a devoção da Ana ao criá-lo. Das ilustrações da Maraia que nos comunicam visualmente ao seu modo ímpar a essência do que as sucede, às epígrafes que também antecedem cada capítulo, chegando enfim à linguagem cuidada da Ana Gilbert. Confluem no volume que antes de ser lido é já um deleite. Depois entramos nas narrativas: breves, fortes, certeiras, apontando aos desacertos e aos enjeitados da vida. Aqueles que, por mais que se esforcem, dia nenhum serão vencedores. É preciso preparar o fôlego para as várias vezes em que nos quedamos em apneia pela violência lida. Pelo meio: erotismo. Sedução. Vontade. Dardos disparados à atenção dos leitores, incomodando esta ou aquela dor já nossa. Há neste livro muitos tempos, muitas respirações, realidades, histórias que anunciam outras. Caberá a quem leia levar a imaginação além. À Ana, continuar a escrever para que a possamos ler mais.

Andreia Azevedo Moreira (texto e imagens)