
Sonho

Marés

Tenho um mar revolto e intransponível dentro de mim.
“Do I dare disturb the universe?” (T.S. Eliot, The love song of J. Alfred Prufrock)
Brushstrokes

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Estremecimento


Fade into silence

fade into silence
memory
inside is the key to a
memory”
(Anathema | The beginning and the end)

Fractures


“Por trás da cor dos olhos”
Ensaio | Pulsar Cia. de Dança
Geografias corporais


“Ah, não retires de mim a tua mão.”
Palavras | Clarice Lispector (A paixão segundo G.H.)
Fotografar palavras #1934

“O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem
e o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem…”
A lengalenga aprendida na infância, a velocidade das palavras ditas que nos travava a língua, risotas dos disparates, sem tempo pensado para imaginar sequer que esse tempo era um sopro breve, malgasto em futilidades, desperdiçado com inutilidades… Quem passou por quem fomos? Quem está onde somos?…
Clandestinamente chegou-se… sulcou de estórias os traços deixados numa pele feita de tempo.
Vivemos sem pensar, numa pressa vã e quase inglória. Que resta depois da emboscada? A sombra que acompanha desde o início, silenciosa.
Espera pacientemente. Sabe que será.
Sorri. Não tem pressa…
…
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Cristina Vicente
Foto | Ana Gilbert
Diálogos narrativos

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A chuva cai copiosamente sobre a cidade. Os edifícios perdem seus contornos. Dissolvo-me.



Tempestade


