
O corpo marcado pelo azul da cidade.

O corpo marcado pelo azul da cidade.

O corpo marcado pelo azul da cidade



[of the little ends]



O tempo é suspenso para vivermos o nosso intervalo.

A arte de vestir o corpo




estud(i)o

Desvelar-te o caminho.
Chover em terra árida
E sermos mar
Por vir.
Semear o mundo
Com prazer.
Tomar-lhe o peito
Pulsar
E vir-nos.
Sermos a tempestade
E a quimera.
O leito
E o assunto.
O silêncio
E os beijos
À chuva.
Entranhar-nos
E humedecer
Nas dobras do calor
A que chamo
Teu corpo.


O mundo perde os seus contornos e eu perco um pouco os meus…


Aguardo a hora do dia em que a luz explode sobre a tua pele e me atinge o olhar com os seus estilhaços. O desejo cega-me.




CLARICEANA, ensaio fotográfico inspirado no livro Água Viva, de Clarice Lispector.
Agora, ensaio-objeto, materializado pelas mãos talentosas e cuidadosas de Ângela Paes (photobook) e Marco Araújo (impressão fine art)

Há dias que são apenas vazios.

Fecha-se. Na casa sem janelas. Protege-se. Alheia-se do mundo. Quer esquecer o tempo; envelhecer na dor. A alma, rubra, escapa pelas cicatrizes.
[She closes herself off. In the windowless house. She protects herself. Alienates herself from the world. She wants to forget time; to age in pain. The soul, ruddy, escapes through the scars.]


o silêncio das pequenas coisas
