
“Sobrevivo, mas é insensatez.”
Lya Luft (O lado fatal, Siciliano, 1991)

“Sobrevivo, mas é insensatez.”
Lya Luft (O lado fatal, Siciliano, 1991)

“como enxergar, se só temos olhos?”
Palavras | Luiz Ruffato (As máscaras singulares)

“És poesia,
que passa na praça,
apressada,
instante nos meus olhos.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Jorge Gomes Pereira
Foto | Ana Gilbert

Palavras | Helder Magalhães (Nunca estiveste aqui, Edições Húmus, 2020)


“I have saved this afternoon for you”
Palavras | T.S. Eliot (Portrait of a lady)

Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)




“Desligo-te.
A vaga ideia de ti, paira
como um novelo de ontens.
Promessas de páginas confinadas na agenda.
Da mão, caem-me as massinhas da canja
que te faria amanhã.
Baralham-se as letras,
Esqueço o teu nome.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Pale Pink
Fotos| Ana Gilbert

“já há um relâmpago ao
invés do homem
que combate à noite
a tua ausência “
Valter Hugo Mãe (Nava, Publicação da mortalidade)

“Porque o barro que nos compõe,
é esse que nos desintegra.”
Luiz Ruffato (As máscaras singulares)

“sou um momento de espera, quase um fim de solidão”
Palavras | Lya Luft (Mulher no palco)

“Invento para me conhecer.”
Manoel de Barros (Menino no mato)

“Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.”
Palavras | Orides Fontela (Poesia reunida)

“Um ar que sabia a luz e que rangia a cristal…”
Palavras | Mário de Sá-Carneiro

[só]
Poeta só.
Porque só é a solidão de um poema.
Nevoeiro é o que vejo dentro do peito.
Rarefeito o racional, banal o carnal.
Bacanal de emoções vãs.
Só está a solitude de uma prosa.
Nua de versos ou ritmos.
Crua e incerta
inserta a solidão no poeta.
Fico só com estas letras.
Chove do lado de fora da janela,
dentro do peito só nevoeiro,
orvalho e melancolia.
Só.
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Andreia Marques
Foto | Ana Gilbert

“Repara na lentidão do adeus”

“Repara na suspensão do adeus”
Palavras | Filipa Leal (Vem à quinta-feira)

“limpar o mundo é uma tarefa que o amor faz muito bem
sem que ninguém lhe peça
faz por si
acontece
basta existir para que se veja beleza mesmo no que não tem beleza
e isso não é um faz-de-conta
basta existires para saber o caminho
sem esforço
e isto não é uma fantasia”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Isabel Pires
Foto | Ana Gilbert

“The end is where we start from.”
T. S. Eliot (Little Gidding, Four Quartets)

“The river is within us, the sea is all about us.”
T. S. Eliot (The dry salvages, Four quartets)

“escutar
de todo o modo
é prece”
Palavras | Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)