
“O tempo dizia tudo.”
Excerto de ÁGUA COM AÇÚCAR, romance de Ana Miguel Socorro.
Uma publicação Minimalista

“O tempo dizia tudo.”
Excerto de ÁGUA COM AÇÚCAR, romance de Ana Miguel Socorro.
Uma publicação Minimalista

“É provável que te sintas ferida, mas é nessa ferida que entra a luz”.
Excerto de ÁGUA COM AÇÚCAR, romance de Ana Miguel Socorro
Uma publicação Minimalista



“De olhos semicerrados, vislumbro os teus pousados em mim, num incomparável arrepio de alma!”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Clara Ribeiro
Foto | Ana Gilbert

4 anos de sutilezas…
Estes são tempos difíceis… e a arte tem sido uma grande companheira. Muita coisa aconteceu neste ano: palavras, imagens, entrelaçamentos, parcerias… uma editora, a Minimalista.
O meu agradecimento aos que percorrem comigo este caminho; aos que me afetam e se deixam afetar pelo meu olhar…
“todas as guerras estão | infectadas pela | expectativa do amor”
(Valter Hugo Mãe, Publicação da mortalidade)


“Agora é a tua vez de partir.
Peço que me leves apenas em quantidade suficiente para respirar. Mais que isso, ocupará espaço e tu precisas do vazio para caberes sem aperto. Não te permitas a chorar. Se o fizeres, limpa-te com as memórias que te lembram como eras infeliz. Acredita num sol que aquece e num vento que adormece. Não aceites a rotina de uma ideia: é cortante e dilui-se no primeiro copo de vinho. Afasta-te das palavras fáceis. Escreve-as e queima-as. A facilidade nunca foi um bom augúrio. E depois, esquece-me.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Rita Rosa
Foto | Ana Gilbert



Revista Mapas do Confinamento
Uma publicação em fascículos que reúne todos os trabalhos publicados no projeto Mapas do Confinamento
Neste terceiro fascículo, participo com texto e fotos.
Disponível para leitura aqui


… sem pressa…
O projeto MAPAS DO CONFINAMENTO é “um projeto trilingue que une os falantes de português com o intuito de desenhar uma cartografia do confinamento através da arte e da cultura.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé, Timor Leste e Diásporas de expressão portuguesa – Bélgica, França, Países Baixos, Reino Unido – são estes os “Mapas do Confinamento” que quase cem artistas, escritora .es, fotógrafa .os, ilustradora .es, poetas, tradutora .es – de todas as origens e sotaques – estão a construir coletivamente em português (mas traduzidos para francês e inglês porque o mundo também é feito de outros idiomas) como forma de assinalar este momento marcante da nossa História.”
Participo com um CONTO e um ENSAIO FOTOGRÁFICO .
NÓS (conto)

Não sei o teu nome, nunca tive coragem de perguntar. Mas somos vizinhas. De vida. Habitamos a mesma pele, ainda que muitos metros de tecido esgarçado nos separem. Não sei onde estás; passo pelos lugares de costume e vejo somente a tua ausência. Em que calçada te sentas agora?
Continue a ler clicando no link.
A SOMBRA DOS DIAS (ensaio fotográfico)
Fotografo a sombra dos dias para ter a certeza de que eles passam.

ensaio completo disponível aqui

“O desejo corta na borda.”
(anônimo)


A sombra da tristeza.

A vida será sempre sonho.

tempo. a linha que nos separa

“Talvez seja isso o amor: a sensação de que ainda falta dizer tudo, apesar de tudo já ter sido dito.”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto| Ana Gilbert

“A luz da janela
sobe pelas folhas verdes
ao topo das árvores.”
Yosa Buson (A borboleta e o sino)
Tradução: Sérgio Medeiros

“Sabes a mar. Sim, sabes a mar. E quando te beijo sinto-me transportado. Como se cada beijo teu me levasse numa viagem da qual não quero regressar.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Maria João Faísca
Foto | Ana Gilbert

É sempre um desafio receber um texto (desconhecendo a autoria) e fazer uma leitura fotográfica das palavras. Muitas imagens surgem, mas apenas uma (às vezes, mais de uma) vai se coagular como fotografia. Este é o exercício criativo diário do Fotografar palavras, de Paulo Kellerman, projeto vigoroso e estimulante que reúne fotógrafos e escritores em torno do fascínio por palavras e imagens.
Hoje, mais uma nova parceria:
“Hoje caminhei por entre os teus pés sem que os pisasse. Não deste por mim. Respirei-te no mesmo compasso que faz dos dias noites. Não me sentiste. Fiz-me escura na brancura da tua pele, quando se encheu de luz. Persegui-te. Tentei libertar-me de ti. Não permitiste, continuaste a encher-te de luz, mesmo na podridão do dia acabado, no artificial do teu leito. Fixei-me sobre as palavras que lias, murmurei-as contigo, sem que me ouvisses. Fiz-te cansar sobre o desvanecer das horas e finalmente apagaste a luz. E finalmente fui.”
Texto: Elisabete Neves
Foto: Ana Gilbert


“To give, indefinitely, to our human finitude, a form that is never definitive.”
Didier Anzieu (The skin-ego)