
Your beauty is untamed and tall.
Ana Sofia Elias (Uca, 2024)
[Uca é viagem lisérgica]

Humanity: the ability to put ourselves in someone else’s shoes. If we choose not to do so, we are not human. We are something else, but not human. Something else. Something.

Searching for meaning in life is like asking a mountain to explain what a kiss is.
Texts | Paulo Kellerman
Photos | Ana Gilbert
PORTABLE LINK , a dialogue between photography and literature

“Ter nascido significa isto: não ser puro, não ser si mesmo, ter em si alguma coisa que vem de outro lugar, alguma coisa de estranho que nos leva a nos tornarmos a cada vez estrangeiros a nós mesmos.”
Emanuele Coccia (Metamorfoses, 2022)

It is this body that holds all that I am.
An envelope that contains me,
Defines me,
Limits me.
And everything I am is born in it.
But is everything that is born in my body mine?
Universes of desires that arise and grow
And multiply,
Fleeting or perhaps eternal,
Powerful and immense in their power
Of disconcerting.
Do they belong to me?
Desires that are dreams
Without flesh
Or material density
Or geometric contour
Or palpability.
Perhaps dreams are a concrete reality,
As concrete as the most consistent
Of realities.
Concrete like a tree or a bridge or a clothesline or a fire
Or a body.m
But a reality lacking the senses.
Concrete,
But without dimension or volume.
Without physical outline or measurability,
Just intention and design.
Like when you say you want to give me a hug
Or a kiss,
But you do not really give me a hug
Or a kiss.
My body produces universes of desires,
Immense in their power
Of disconcerting.
But useless.
What good are dreams
If you cannot touch them?
in And when the questions are over? REIMAGINED
Paulo Kellerman (text) & Ana Gilbert (photo)

Clarificação
O que farias se o teu filho estivesse a morrer de fome?
texto | Paulo Kellerman
fotografia | Ana Gilbert

Dia caindo em horas mornas; a saudade, provocante, desenha tempo com luz, aproximando-se em intervalos sussurrados:
– Contas-me os teus segredos?
…..
The day falling into lukewarm hours; longing, provocative, drawing time with light, approaching at whispered intervals:
– Will you tell me your secrets?
Text(o) | Cristina Vicente
in LATITUDES, 2025
Ana Gilbert & Cristina Vicente

excerto de carta de 18/09/1992, de Nise da Silveira a Marco Lucchesi (in Viagem a Florença, de Marco Lucchesi, 2025)



Aisha tem muitas vidas. Aisha permanece.
“Pai, achas que amanhã já há futuro?”
[do livro com Paulo Kellerman]

“O trem veloz chegou carregado das mais belas rosas do mundo. Mas você não veio.
Se isso acontecer outra vez estendo-me sobre os trilhos.”
excerto de carta de Nise da Silveira a Marco Lucchesi (in Viagem a Florença, de Marco Lucchesi, 2025)

What if the body heard everything the imagination thinks and creates? What if the body fulfilled everything that… Ah, what if…
Paulo Kellerman & Ana Gilbert | Portable link

“Estamos definitivamente sozinhos.”
Al Berto (O anjo mudo)

Saiu no Jornal de Leiria,.. Palavra de honra
Obrigada, Ricardo Graça e Jornal de Leiria
[texto completo aqui]

O blog FOTOGRAFAR PALAVRAS comemora 9 anos neste mês de agosto.
Criado pelo querido amigo Paulo Kellerman e cuidado por tod@s nós, o projeto é uma casa artística que nos abriga e alimenta em tempos sombrios.
Espaço de resistência poética, o blog une fotógrafos e escritores no amor partilhado por palavras e imagens. É uma galeria de arte que nos oferece a oportunidade de contemplação silenciosa; um outro tempo, fora da volatilidade das redes.
Visitem; há muito o que ler e ver por lá.
A parceria de hoje na publicação # 5274 é com o Paulo:
Disse: o mundo está a desmoronar e ninguém o pode impedir. Disse: essa sensação de impotência é tão dolorosa. Disse: gostaria muito que alguém pudesse reverter as desgraças que vemos dia após dia. Disse: mas já não acredito mais que isso seja possível. Disse: o mundo está a morrer e ninguém pode fazer nada.
Respondi: então agora sabes como deus se sente desde que o mundo existe. Agora sabes como é ser deus. Gostas?
***
He said: the world is collapsing and no one can stop it. He said: this feeling of powerlessness is so painful. He said: I wish so much that someone could reverse this disgrace that we see day after day. He said: but I no longer believe it’s possible. He said: the world is dying and nobody can do anything about it.
I replied: so now you know how god has felt since the world existed. Now you know what it’s like to be god. Do you like it?
Texto | Text: Paulo Kellerman


com Paulo Kellerman | Portable link
Almas Desligadas (2018 | 2019)
Geografias Corporais (2022)
And when the questions are over? REIMAGINED (2024)
Aisha (2025)

Time is out of joint, diz Hamlet, na tragédia de William Shakespeare, ao saber do assassinato do rei, seu pai, pelo tio.
Time is out of joint, diz Paul B. Preciado, sobre o colapso do capitalismo petrossexorracial.
Time is out of joint, é o que diz cada célula do meu corpo quando olha o reflexo do mundo na superfície do sangue derramado.
[isto também é sobre Gaza]

“Fui sonhada por ti.”
José Eduardo Agualusa (Manual prático de levitação)

Acaso é este encontro
entre o tempo e o espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que eu faço?
Paulo Leminski (Toda poesia)

“A memória não lhe veio aos poucos, despencou como uma avalanche na sua cabeça”.
Ghassan Kanafani (Retorno a Haifa)