
eu sou uma esplendorosa borboleta de
sangue um ser que voa no coração
valter hugo mãe (publicação da mortalidade)

eu sou uma esplendorosa borboleta de
sangue um ser que voa no coração
valter hugo mãe (publicação da mortalidade)

Hoje, na publicação # 5683 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, a parceria é com a querida Sandra Francisco
Tu não sabes o que é a dor
Por mais que a cicatriz me dilacere
De cima a baixo
Eu também não
Quis fazer de mim o teu colo
Entrelaçar-me no teu coração
Aninhar-te entre quimeras
E beijar-te os impossíveis
Tão cedo
Tão perto
Tão aqui
Tão fundo
Tu não devias saber o que é a dor
Quero acordar-te devagarinho
Dizer-te que foi só um pesadelo
Levar-te para longe
Ao menos, deixa-me ser eu
A calar-te os gemidos
A varrer-te os dias trágicos
No sal das lágrimas
Quando os sentidos te espancarem
Rasgamo-nos juntos
Retalhos dum só
…..
You do not know what pain is
However deeply the scar tears me open
From top to bottom
Neither do I
I wished to become your shelter
To entwine myself within your heart
To cradle you among chimeras
And kiss your impossibilities
So soon
So close
So here
So deep
You should never have to know what pain is
I want to wake you gently
Tell you it was only a nightmare
Carry you far away
At least let me be the one
To quiet your cries
To sweep away your tragic days
In the salt of tears
When your senses beat you down
We are torn, together
Shreds of one
Texto | Text: Sandra Francisco
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Fotografar palavras, este projeto trabalhosamente simples, criado e coordenado pelo amigo Paulo Kellerman e recriado diariamente por todos nós, faz 10 anos. Há muito o que celebrar!

com Jorge VAz Dias






O tempo continuava suspenso, assim como os meus pensamentos. Uma forma de morte, talvez: nem percepção do tempo nem consciência da realidade. A mente completamente vazia.
…..
Time remained suspended, and so did my thoughts. Perhaps a form of death: no awareness of time, no consciousness of reality. The mind utterly empty.


O tempo cai suavemente sobre nós. E por vezes, parece que conseguimos segurá-lo entre os dedos.




…e a inesperada cumplicidade com o amigo José Leal. Obrigada!
Tudo o que vemos é outra coisa.
A luz que entra pela fresta
não ilumina o quarto;
ilumina o meu terno desassossego.








oscilafulge
única
centrando
na oscilação a
fuga
que a transporta
Orides Fontela



Parceria nova na publicação # 5629 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, com a querida Mafalda Carmona.
É sempre uma alegria receber um texto anônimo e desdobrá-lo em imagens possíveis, até que uma (ou mais de uma) se coagule em fotografia.
E depois, ver publicada no blog a conversa entre palavra e imagem, que deixa entrever novas possibilidades narrativas.
Essa é a magia diária do projeto FOTOGRAFAR PALAVRAS, criado e coordenado pelo amigo Paulo Kellerman e cuidado por todos nós.
Visitem, há muito o que ler e ver por lá!
…..
Nota Breve
sobreviver é preciso
por isso acreditamos
que morrer é raro
não o é
é imediato, o mais certo fim
improvável é viver
mas continuamos a confiar
*
Brief Note
to survive is necessary
that is why we believe
that dying is rare
it is not
it is immediate, the most certain end
what is unlikely is to live
yet we go on trusting
Texto | Text: Mafalda Carmona
Fotografia | Photography: Ana Gilbert