
e das ausências que se fazem presentes. Sempre.

e das ausências que se fazem presentes. Sempre.

“Nós somos um mesmo mundo e uma mesma substância”.
Emanuele Coccia (Metamorfoses)
[isto também é sobre Gaza]


“Somos essa vida que compartilha o corpo de um outro, prolongada e levada para outro lugar.”
Emanuele Coccia (Metamorfoses, 2022)

Ouves?

“Antes longe era distante
Perto, só quando dava
Quando muito, ali defronte
E o horizonte acabava”
Gilberto Gil

o medo que nos separa

“A memória não lhe veio aos poucos, despencou como uma avalanche na sua cabeça”.
Ghassan Kanafani (Retorno a Haifa)

“Morar não significa apenas estar cercado por qualquer coisa, nem ocupar determinada área no espaço terrestre. Significa criar um vínculo tão intenso com certas coisas e certas pessoas que a felicidade e a nossa respiração se tornam inseparáveis.”
Emanuele Coccia (Filosofia da casa)



antes do poema
está a fome
durante o poema
a matança
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)


a impossibilidade de narrar o que se vê.
[isto também é sobre Gaza]


o que fazer com as linhas de fuga deleuzianas quando não há fuga possível?
[isto também é sobre Gaza]


as paredes pulsam histórias.
(A sonhadora, 2022)
[por seres tão inventivo | e pareceres contínuo | tempo, tempo, tempo, tempo | és um dos deuses mais lindos – Caetano Veloso]

o corpo marcado pelo azul da cidade.

O corpo marcado pelo azul da cidade.
(ir embora antes que as memórias me sufoquem com o azul]

a vida arranha menos num abraço.
[isto também é sobre Gaza]

