vazios

já não há santos nos oratórios.

[Gaza também é aqui]

there are no saints left in the shrines.

[Gaza is here too]

“ Estou farto de portas fechadas” | Ensaio

O presente ensaio celebra os 150 anos de nascimento de Carl G. Jung e seu brilhante entendimento do ser humano como ser criativo.

O texto aborda o tema da ética de hospitalidade em análise. Para tanto, parte da arte, mais especificamente, da ópera contemporânea portuguesa O Tempo (Somos nós), cujo libreto é de autoria de Paulo Kellerman, para iluminar a prática clínica, tendo por base o texto O Banquete, de Platão, em articulação com a psicologia analítica.

Tanto na ópera quanto no processo analítico, Eros surge como fenômeno mais amplo, capaz de restaurar uma possibilidade criativa que reacende a alma, enquanto lugar da experiência do indivíduo, e de integrar aspectos dissociados da psique individual e coletiva.

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This paper examines the subject of hospitality in analysis. It starts from art, more specifically the contemporary Portuguese opera Time (As we are), whose libretto was written by Paulo Kellerman, to illuminate the clinical activity based on Plato’s Symposium, in articulation with the analytical psychology.

Both in the opera and in the analytical process, Eros emerges as a broader phenomenon, capable of restoring a creative possibility that rekindles the soul as a locus for the individual experience, and of integrating dissociated aspects of the individual and the collective psyche. 

TEXTO COMPLETO PARA DOWNLOAD AQUI

Chegares

um instante na memória de chegares é mais valioso do que jardins, do que montanhas, do que anos de tempo.

José Luís Peixoto (A Casa, a Escuridão)

Suspended

I lie suspended like a hair or a feather in the cloudy mixtures of memory.”

Lawrence Durrell (The Alexandria Quartet)