
Respirar



Juramento
Hei-de aprender a fazer jardins
dentro dos meus olhos.
Cumprido
Colho as tuas flores de sol
dentro dos meus olhos.
Poemas de Joana M. Lopes, do livro Demolição (Ideia-Fixa, 2023)
Porque a dor, a morte, a ruína, o desespero, a falta também são feitos de beleza.

Melancholy
Voices and memories
linger among leaves
swaying in evening’s breeze
Yet fade as dusk descends
leaving silence in its wake
and a sense of loss
Nothing remains
as it once was
but what follows is fear.
A beautiful poem by Frederick Fullerton

“We kiss in slow motion.”
Anne Carson (Glass, Irony & God, 1995)

Quantos véus terei de despir para me descobrir inteira?

entrega. a dúvida que nos separa.
[parceria com Frankie Boy]

Toca-me como se fosse a primeira vez.

Teus olhos em
meu peito pousaram,
um dia.
Não fosse a distância
teu hálito novamente
recenderia,
aqui.
Luiz Ruffato

Não conheço a fronteira entre pele e liberdade.
Texto: Paulo Kellerman

Agora que já aqui
não estás, agora
que nunca
estiveste,
a saudade nova
entrelaça os dedos
nos dedos
da saudade antiga.
Juntos sob o lençol
de silêncio
imaculado e morno,
tecem o fino,
frágil manto
da memória.
Ana Marques (Poémica, 2016)




“São tristes os poemas no Inverno mas tu sabes, sem saberes como, levar o meu corpo até à alegria, e até a minha rua se atreve no poema,
a minha rua insensata, rua inútil como palavra minha.”
Filipa Leal




“Dobrei uma esquina do tempo.
Encontrei-te à minha procura.”
Elsa Margarida Rodrigues (Entre Janelas, (2017)

