
Casa



Compreendeu que a liberdade era luz.

Asleep
she dreams
of a man
not the one
sleeping beside her
but one from her past
Asleep
he dreams
of a woman
not the one
sleeping beside him
but one from his past
How the dreams differ…
Hers more erotic
intensifying gradually
kiss by kiss
stroke for stroke
the climax
Iingers in shudders
His hotter
more desperate
stormier
as pounding surf
on a shingle beach
ends gasping
They speak little
during breakfast
no “How did you sleep?”
their dreams lie
as secrets hidden
in nights past.
Poem by Frederick Fullerton


DURA DITA DURA
Teatro de Ferro (Portugal)
FIMFA Lx24 | Teatro do Bairro, Lisboa
[memória de um ensaio]

o arrepio do silêncio
“Sei e não sei que tudo isso é impossível,
que a morte é um abismo sem pontes.
Sobrevivo, mas é insensatez.”
Lya Luft (O lado fatal, 1991)



“todos os dias uma
vez mais alguém inventa
o mundo e de súbito
vivemos”
valter hugo mãe (publicação da mortalidade, 2018)

“Talvez o manancial esteja em mim.
Talvez de minha sombra,
fatais e ilusórios, surjam os dias.“
Jorge Luís Borges (Elogio da sombra, 2001)

Pina Bausch | Desejo de presença

…ou o corpo da poesia


“Simples espera
daquilo que não se conhece
e, quando se conhece,
não se sabe o nome.”
Mia Couto [poemas escolhidos, 2016]

Cego é o que fecha os olhos
e não vê nada.
Pálpebras fechadas, vejo luz.
Como quem olha o sol de frente.
Uns chamam escuro
ao crepúsculo
de um sol interior.
Cego é quem só abre os olhos
quando a si mesmo se contempla.
Mia Couto [poemas escolhidos, 2016]



É sempre uma alegria estrear parceria no projeto FOTOGRAFAR PALAVRAS. Receber o texto, desdobrar algumas das múltiplas imagens que ele contém e coagulá-las em fotografias. Depois, descobrir a autoria ao ver a publicação.
Hoje, o autor parceiro é o Vinícius Dias.
……….
cadernos: palavras de plástico escritas nas asas dos sonhos
notebooks: plastic words written in the wings of dreams
Texto | Text: Vinícius Dias
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
……….
Vale a pena lembrar que a exposição FOTOGRAFAR PALAVRAS pode ser visitada até 31 de outubro, no m|i|mo – museu da imagem em movimento, Leiria, Portugal.
Fotografar palavras, projeto criado e dinamizado pelo Paulo Kellerman. Sempre uma aventura poética. Diariamente, desde 2016.



existe sempre a hora do dia em que se fecha no seu casulo de luz.


“Há quem ocupe os lugares vagos, há quem ocupe o lugar que não existe.”
Francisco Resende (Tenham uma boa vida, 2018)

before dissolving


There is a crack, a crack in everything
That’s how the light gets in.
Leonard Cohen (Anthem)