
Agora que já aqui
não estás, agora
que nunca
estiveste,
a saudade nova
entrelaça os dedos
nos dedos
da saudade antiga.
Juntos sob o lençol
de silêncio
imaculado e morno,
tecem o fino,
frágil manto
da memória.
Ana Marques (Poémica, 2016)

Agora que já aqui
não estás, agora
que nunca
estiveste,
a saudade nova
entrelaça os dedos
nos dedos
da saudade antiga.
Juntos sob o lençol
de silêncio
imaculado e morno,
tecem o fino,
frágil manto
da memória.
Ana Marques (Poémica, 2016)

O que faço com esta dor?
“Muita coisa importante falta nome.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)







“São tristes os poemas no Inverno mas tu sabes, sem saberes como, levar o meu corpo até à alegria, e até a minha rua se atreve no poema,
a minha rua insensata, rua inútil como palavra minha.”
Filipa Leal

“Viver é muito perigoso.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

“Tudo é e não é.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

“Eu tinha uma lua recolhida.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

”I said to my soul, be still, and wait without hope
For hope would be hope for the wrong thing; wait without love
For love would be love of the wrong thing; there is yet faith
But the faith and the love and the hope are all in the waiting.”
T.S.Eliot


O que sentirá o vento quando encontra o teu corpo?


“Existe liberdade sem vulnerabilidade?”
Texto | text: Paulo Kellerman
Exposição 2024, até 31/10/2024, no m|i|mo – museu da imagem em movimento.

What are the most uncontrollable desires? Those born in the body or in the spirit?
text by Paulo Kellerman
photograph by me
Portable link, a dialogue between photography and literature.



Como se perfuma a tristeza?

“Time present and time past
Are both perhaps present in time future
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable.”
T.S.Eliot

“Tem exatamente o que precisa: pode ter.”
Clarice Lispector (Onde estiveres de noite)