
“O sonho é a minha casa.”

Postal comemorativo
Ilustração: Maraia

“O sonho é a minha casa.”


“Como se a poesia fosse a linha mais curta entre duas almas.”
(Pedro Machado)

A vida será sempre sonho.
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Peter A. Gilbert

“Não somos o que vestimos mas os farrapos que escondemos…”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Cristina Vicente
Foto | Ana Gilbert

“A verdadeira liberdade talvez esteja no nada.“
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert

“Sopra-me o caos, em bicos dos pés… Rasga-te e deambula em mim sem a nostalgia do amanhã.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Sandra Francisco
Foto | Ana Gilbert

“Procurei-te nas tuas palavras, mas elas estavam vazias de ti.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Ana Paula Fadoni

A partir de 1 de agosto de 2021, acontece a segunda de 4 exposições do projeto FOTOGRAFAR PALAVRAS, no m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria, Portugal.
A iniciativa despretensiosa do Paulo Kellerman de unir escritores e fotógrafos em torno da paixão por texto e imagem revelou-se um projeto duradouro e potente na sua (trabalhosa) simplicidade.
Exercício diário de criatividade desde 2016, o projeto conta hoje com 2928 publicações que podem ser apreciadas no blog de mesmo nome, em sequência temporal ou nas galerias dos diferentes fotógrafos e escritores.
Reúne diferentes estilos e subjetividades artísticas, num ambiente experimental de respeito e liberdade; de profunda cumplicidade entre palavra e imagem.
Apesar de desenvolvido em plataforma virtual, o projeto promove e alimenta relações de amizade e colaboração artística que existem para além das telas dos dispositivos tecnológicos, habitando a dimensão essencial do contato humano e ultrapassando as distâncias geográficas entre os participantes.
Continua a ser um gosto e um orgulho participar. Continua a ser um exercício criativo estimulante e desafiador. Continua a envolver-me em afetos, parcerias e amizades bonitas.
Aguardamos por vocês na exposição.
40 artistas: 20 escritores, 20 fotógrafos
De 1 de agosto a 21 de novembro de 2021.
Abertura: 1 de agosto, às 16 horas
m|i|mo – museu da imagem em movimento

“Um raio de sol espreita pela janela, fere-me a pele. Acordei há muito tempo mas ainda não fui capaz de abrir os olhos; porque quando o fizer, terei que enfrentar o mundo.”
Paulo Kellerman (Diz-me o teu nome, pergunta-me o meu, Gastar palavras, Deriva, 2005)


“O senhor das meias!
Num mundo de meias vidas e vidas pela metade, ele era o rei e senhor.
Trabalhava pela metade, não fosse ficar demasiado afadigado para o meio dia em que nada fazia. No ginásio havia regateado embolso e por apenas meio preço fazia metade dos exercícios, uma parte dos quais eram realizados em observação criteriosa das moças inteiras que vestiam pela metade e deambulavam pelo sítio.
Sempre que ia às compras despendia meio tempo a analisar folhetos de promoções e comprava metade do que fazia falta, outra metade do que nunca usaria. Com o vestuário agia da mesma forma, i.e., comprava roupa conformada a gente com metade da sua idade, metade do seu peso, metade de si, numa tentativa de se manter meio do que se sabia.
A vida amorosa era mais um terreno fértil de metades injustificáveis. Tinha meias relações que se baseavam em sentimentos pela metade, noites de prazer acervadas a meio para que a intimidade não se completasse, mulheres de quem nunca saberia o nome inteiro uma vez que menos de metade chegava para que o seu intuito de meia companhia se cumprisse. Ah! E nem na cama largava as meias. Sim, nu integral, mas sempre com as meias presentes.
Algures pelo meio desta vida vivida pela metade, com meias inferências de tudo o que poderia ter sido completo, teve uma meia epifania e resolveu partir para visitar meio mundo. Afinal de que valia estar já a meio da vida, finasse ela quando fosse, se não vivesse pelo menos metade do que havia vivido?
Reza a história que o nosso senhor das meias, a meio do ano seguinte a largar a sua meia vida, se completou ao morrer de amores por inteiro de uma dama que não se contentou nunca com metades de coisa nenhuma. E viveram felizes para sempre, no seu reino de plenitude vivida a meias!”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Clara Ribeiro
Foto | Ana Gilbert


“Certos sorrisos existem no desenho do vir a ser.”
Texto | Ana Gilbert
Ilustração | Maraia

“Apenas a luz sabe que é na sombra que está a essência.”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert

“Preservo-te no meu inventário de decepções.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto| Frankie Boy

“Se te pudesse respirar
inspirava-te…
Ou então temporizava-te
para o teu coração gritar
quando me soprasses
na alma.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Rute Violante
Foto| Ana Gilbert

“Preservo-te no meu inventário de decepções.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto| Vanda Teixeira



“Terás que agilizar um reset
o que nem sempre é mau.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Cláudia Jerónimo
Fotos| Ana Gilbert
O blog Fotografar palavras, criado pelo escritor Paulo Kellerman, chega às duas mil publicações. O que começou como uma brincadeira entre amigos envolve, hoje, cento e quinze pessoas, numa parceria profícua entre imagem e palavra, estilos e talentos. Tornou-se uma casa para seus colaboradores e para todos os que apreciam o entrelaçamento entre fotografia e literatura; um lugar de estímulo à arte que afeta e emociona, e ao qual queremos sempre retornar.
Um imenso obrigada a todos.

“Os dias escoam, frouxos, enquanto espero por ti.
Os dias ecoam, frouxos, enquanto espero por ti.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert / Paulo Kellerman
Foto| Ana Gilbert

“o passeio
passeio:
passou enquanto eu passava.
tudo passa, mesmo que não dê um passo
fica pacificado
é isto: ex-isto.”
…
(foto feita a partir de um texto feito a partir de uma foto)
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto e foto de partida | calí boreaz
Foto de chegada | Ana Gilbert

“Como se a sua mente fosse um quarto percorrido por correntes de ar invisíveis, que provocam reacções e têm consequências, que agitam, mas são simples movimentações de ar; fluxos de ar; oscilações de ar.”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert