

Em algum lugar no tempo, há sempre uma dança a acontecer.


Em algum lugar no tempo, há sempre uma dança a acontecer.

Prosthetic wings.


Observa: olhos como dedos, dedos que querem tocar.

a recusa que nos separa.



Roto está
o meu
mun do
e não há agulha
que o remende.
Lúcia Vicente, Do dia que passa e além-mar (2025)
da coleção de poesia da nossa Minimalista
encomendas: minimalista.editora@gmail.com ou por DM

Pestanejamos nimbos e naipes inventraçados.
Simples escovadoras
a perolizar
a capela sistina
das palavras.
Escovamos com pestanas opala-arlequim.
Cardealinas, sangue-de-Adão.
Assim nascem(os) sonhos e perolices.
Poema | Ana Sofia Elias


Monday is the day I learned not to make deals with the system.
Anne Carson (Wrong Norma, 2024)


somos eternas na efemeridade da imagem.

“Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
E transitória se tu me repensas.”
Hilda Hilst (II, Júbilo, memória, noviciado da paixão)






Um obrigada imenso por este belo encontro e bordado conjunto.
EMBRACE apresenta:
EPISÓDIO 2
As Pontes de Pele
Artistas Convidadas
Palavras (poesia) : Cristina Vicente
Fotografia: Ana Gilbert
Arte (ilustração / pintura) : Isabel Avó
.
Curadoras
Mónica Brito & Elsa Martins
The Embrace [others]

“No real da vida, as coisas acabam com menos formato, nem acabam.”
João Guimarães Rosa (Grande sertão: veredas)


já há um relâmpago ao
invés do homem
que combate à noite
a tua ausência
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)

tocar a pele infinita e intemporal da imagem.