
Almas Desligadas | Leiria

“De onde surgem os gritos, como nascem?”
Exposição Almas Desligadas
Textos | Paulo Kellerman
Fotos | Ana Gilbert
Moinho do Papel | Leiria, Portugal
Até 13 de junho de 2019
Diálogos narrativos

“E então senti uma dor tão visceral, tão imensa, tão desconcertante, que a única coisa que consegui fazer para lhe fugir foi esmurrar o meu reflexo no espelho, uma e outra vez, com ambas as mãos, com toda a força que possuía, tentando desesperadamente que a dor física suplantasse por um segundo (bastaria um segundo) a outra dor que se apoderara de mim, tentando desesperadamente que a dor física me distraísse da dor da perda e da impotência, da dor do desespero, da dor do ódio. Fui esmurrando o meu reflexo no espelho, fui esmurrando-me.”
Almas Desligadas | com Paulo Kellerman

Diálogos | Corpos narrativos

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Almas Desligadas e Outras Histórias | Exposição
Relevos

“O que sentirá o meu corpo com o teu abraço, depois de ter sido tocado pelo teu olhar?”
Texto e foto | Ana Gilbert
Desejo de presença

Almas Desligadas e Outras Histórias | Exposição

Almas Desligadas e Outras Histórias

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Exposição Almas Desligadas e Outras Histórias
Com Paulo Kellerman (Portugal)
Galeria Indoor, Rio de Janeiro, Brasil
Produção | Rococó Clean
12 de abril a 25 de maio de 2019 | visitas com agendamento | galeriaindoor@gmail.com
Almas Desligadas e Outras Histórias
Almas desligadas

Em novembro de 2016, Paulo Kellerman publicou o romance Serviços Mínimos de Felicidade. Em julho de 2017, Ana Gilbert recebeu-o de presente do autor: um livro impactante, denso, poético e extremamente imagético. A vontade de transformar as imagens potenciais em atuais levou-a a escolher (difícil tarefa) e fotografar 27 excertos do romance. A partir desse conjunto de fotos, novas leituras e possibilidades surgiram e Paulo Kellerman escreveu o conto Almas desligadas, que pode ser lido como um capítulo escondido do romance.
Palavras fotografadas, fotografias narradas…
Almas desligadas integra a exposição Almas Desligadas e Outras Histórias que inaugura amanhã na Galeria Indoor.
Produção | Rococó Clean
Fragmentos narrativos

Neste ensaio, elementos recortados de esculturas ganham novas perspectivas, observados por ângulos menos comuns. Desdobram-se em narrativas imaginadas, em afetos que desassossegam, instigam, surpreendem. E falam de nós.

Afinidades conectam os fragmentos aos autorretratos, fragmentos de um corpo narrado; estabelecem um diálogo de afetos que se desenrola diante do observador, no próprio observador.
Fragmentos narrativos e Desejo de Presença (autorretratos) são dois ensaios da Exposição Almas Desligadas e Outras Histórias, que conta, ainda, com o material produzido em parceria com o escritor Paulo Kellerman.
Inauguração: 12 de abril de 2019
Galeria Indoor | Produção: Rococó Clean
Desejo de presença

Na série Desejo de Presença, Ana Gilbert trabalha o autorretrato como suporte de expressão artística e tem como objetivo experimentar o corpo como ficção na sua relação com o mundo. A fluidez dos contornos, a reverberação desses contornos no espaço e a ênfase do corpo como ‘presença’ que interpela e afeta são características marcantes deste trabalho da artista.
Os autorretratos são parte da exposição Almas Desligadas e Outras Histórias, que inaugura dia 12 de abril na Galeria Indoor a partir das 19h. Todas as obras estarão à venda e a galeria ficará de portas abertas também no dia 13 de abril, das 14:30 às 20h.
Produção | Rococó Clean
Almas Desligadas e Outras Histórias | Exposição |

Na exposição Almas Desligadas e Outras Histórias, Ana Gilbert apresenta três fragmentos de seu trabalho que dialogam entre si de forma natural. São autorretratos, recortes de esculturas em mármore e uma série de fotos de excertos do livro Serviços Mínimos de Felicidade, escrito pelo autor português Paulo Kellerman, numa bonita parceria entre fotografia e literatura.
Todas as obras estarão à venda na Galeria Indoor a partir da noite de abertura, no dia 12 de abril.
Galeria Indoor | Produção: Rococó Clean
Almas Desligadas e Outras Histórias

| Exposição fotográfica |
Inauguração: 12 de abril de 2019
Galeria Indoor, Rio de Janeiro
Produção | Rococó Clean
Corpo

“body is most elusive.”
(James Hillman | on Robert Sardello’s idea)

Sente o que os olhos apenas suspeitam.

Ouve aquilo que não sei dizer… que não consegue escapar de mim.
Palavras | Ana Gilbert
Femininos pessoais | Autorretrato

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Exposição coletiva FEMININOS PESSOAIS | AUTORRETRATO
24 fotógrafas que utilizam o autorretrato como suporte de expressão.
Centro Cultural Justiça Federal | Rio de Janeiro
Abertura dia 19 de março de 2019, às 19 horas
Visitação 20 de março a 28 de abril de 2019 | terça a domingo, das 12 às 19 horas | Galerias do 2º andar
Curadoria Rococó Clean
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Nasci e moro no Rio de Janeiro, Brasil. Em paralelo às minhas atividades como psicóloga clínica e pesquisadora, desenvolvo trabalho autoral em fotografia. O gosto por essa forma de expressão artística surgiu a partir de estudos sobre o olhar, ligados à pesquisa acadêmica, como forma de testar novas perspectivas e de desafiar o risco sempre presente de cristalização e declínio da criatividade daí decorrente.
O interesse por imagens, palavras e imaginação, ferramentas do meu ofício, levou-me a trabalhar com o entrelaçamento entre fotografia e literatura. Corpo, dança (movimento) e fragmentos são temas que me são caros e neles me aprofundo em busca de desdobramentos narrativos.
As fotografias que fazem parte desta exposição integram ensaios de autorretratos. A escolha desse suporte de expressão tem como objetivo experimentar o corpo como ficção na sua relação com o mundo: a fluidez dos contornos do eu, a reverberação desses contornos no espaço, a possibilidade de contato com o outro. Corpo como ‘presença’ capaz de impactar outros corpos e os sentidos; corpo ficcionado que interpela e afeta.
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Sutilezas

Recolho sutilezas que ninguém vê.
Com elas, construo meu mundo invisível, profundo e triste.
Com elas, existo em esperança de desapegos,
em poesia pura,
em cicatrizes desenhadas.
Fotografar palavras # 1621

“Adormecia, sempre, na esperança de que ao acordar o mundo aguardasse para ser tocado pela primeira vez. O estado mais puro de tudo. A perceção da inocência da espera que não sabe o que esperar. Respostas isentas de ensaios libertadas pelo que se fez sentir. Talvez, o único momento em que a verdade não saberia ser mentira…Adormecia a procurar no sonho a certeza da vida. A fuga de uma existência confundida na dos outros. E os outros confundidos no que são, retalhados pelo que querem ser, denunciam-se nas palavras privadas dos gestos que as fazem valer. Será que é por sermos tantos num só que vivemos impossibilitados de conhecer o nosso rosto? Aguentaríamos ver quem pensamos ocultar?
Adormecia sem saber quem encontraria pela manhã. Sem saber qual a memória que lhe iria reger a mente ou quantas batidas lhe permitiria o coração. A imprevisibilidade que desperta o instinto e redescobre as emoções, transformando-nos em seres impossíveis de controlar. A surpresa de irmos onde nunca sequer deixámos encaminhar-se o pensamento. A compreensão do que sempre foi arrevesado. Vazio que aumenta assim que se consegue completar.
Adormecia… Sossego da alma na calma do corpo…”
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Catarina Vale


