
“We all live on the same surface, the same skin. If others are unfathomable, it is because it takes an infinite number of folds to really reach them.”
Texto | Laura U. Marks (Touch: sensuous theory and multisensory media)


“We all live on the same surface, the same skin. If others are unfathomable, it is because it takes an infinite number of folds to really reach them.”
Texto | Laura U. Marks (Touch: sensuous theory and multisensory media)

Ando em busca da minha humanidade, tão diferente de tudo ou será tão igual?





“Conspiração
Sei-te igual.
Sei-te estranho.
Sei-te de cor.
Sei-te o sal,
O odor
e o intento.
Sei-te aqui.
Sei-te aí.
Sei-te onde for.
Sei-te como ser.
Sei-te o nome.
Sei-te o rosto.
Sei-te a boca.
Sei-te o corpo.
Sei-te o sexo.
E o desejo.
E não sei
nada de ti.”

“Vou despir-te de tudo o que és, deixar-te nua de ser. Vou despir-te até seres apenas corpo.”
Palavras | Miguel Clemente

“… a morte da água é mais sonhadora que a morte da terra: o sofrimento da água é infinito.”
Palavras | Gaston Bachelard (As águas e os sonhos)

Finges não perceber o que me acontece.

“O que fazer se a morte é um eterno estado de consciência, restrito a observar em silêncio essa escuridão?”
Palavras | Haruki Murakami (Sono)
…
da palavra à imagem, da imagem à palavra
…
Perdida
no vazio das coisas
no azul dos ladrilhos
só
em meio ao ruído
abafado da música
desconexo das pessoas.
Palavras | Ana Gilbert


“… o vento, esse que me arranha a face procurando túnel aos meus ouvidos.”
Palavras| Neide Rodrigues


“Ainda de pé, continuas a despir-te; lentamente, tão lentamente. Sem me olhar: esquecida de mim.”
Palavras | Paulo Kellerman (Silêncios entre nós, O momento)

“Tens duas mãos para pousar onde preciso. Uma boca da qual espero o indizível. Narinas que me respiram. Apertas-me contra ti. Sinto-te. Dentro.”

“Como fazes quando precisas tocar as tuas próprias memórias? Tocar-lhes mesmo, com a ponta dos dedos?”
Palavras| Paulo Kellerman
…
da palavra à imagem, da imagem à palavra
…
quero tocar-me.
a minha pele
onde guardo as memórias,
(quais?)
nela, o que sei de mim
toco-me.
mas a pele é inalcançável,
etérea,
presença feita de luz
toco-me.
mas é superfície fria contra a pele quente
(sinto)
invento lembranças marcas feridas
e flores
toco-me.
no lugar onde não posso estar
(presença fugidia)
para, quem sabe,
existir em mim.
Palavras| Ana Gilbert

“É Domingo. O dia acorda quente e os nossos corpos acusam o cansaço da semana. Sussurras-me ao ouvido: “Apeteces-me”! Permito-te.”
Texto: Ophélia Pessoa
Foto: Ana Gilbert

[…]
na alma
nem todo vento
sopra na igualdade
na calma
nem todo tempo
se repete de verdade
ou isso só acontece
aqui dentro de mim?
Palavras | Lino Mukurruza (Almas em tácitas)