
“Pode sempre haver um amanhã.”
[There can always be a tomorrow.]


“Entrelaçam-se na vivência partilhada, em harmonias e desarmonias, em movimento derramado.”
Excerto de A respiração do tempo, fotografado por Frankie Boy
Uma publicação Minimalista

Dançar é uma forma de sonhar.


Dancing is a way of dreaming.
Neste momento, não é possível ser neutra.
Voto pela Democracia e contra a política de morte do atual governo.
Associação Junguiana do Brasil (AJB)
Instituto Junguiano do Rio de Janeiro (IJRJ)

[eleições 2022]




Libertar a alma.

“Ao sinal invisível, os homens começam a disparar. Descarregam as armas, como uma ejaculação coletiva, fruto de um gozo inominável. Uma nuvem de pássaros tinge o azul do céu com gritos vermelhos. As pessoas vão caindo, flor a flor.”
[excerto do conto Convulsão, em A respiração do tempo]
Uma edição Minimalista



“Quando chegaste…
Principiou a alegria das manhãs. Dos sons banais, a composição da mais harmoniosa melodia, que ainda hoje, não me canso de escutar. Na paisagem repetida, a descoberta da beleza, no ínfimo que o olhar conseguia distinguir. Sem ensaios, as palavras num poema. O silêncio a deixar-nos respirar, proferindo o que não precisávamos de dizer. O tempo a esquecer a pressa. A permissão da serenidade existir, na cumplicidade das mãos, que seguravam sem prender…”
[When you arrived…
The morning joy began. From banal sounds, the composition of the most harmonious melody, which even today, I do not get tired of listening. In the repeated landscape, the discovery of beauty, in the smallest which the eye could distinguish. No rehearsals, the words in a poem. The silence letting us breathe, saying what we did not need to say. Time forgetting rush. The permission of serenity to exist, in the complicity of hands, which held without imprisoning…]
Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Ana Gilbert
Coordenador do projeto | Project coordinator: Paulo Kellerman

VII
Consegues explicar o amor?
Pergunta ela,
Com um sorriso esperançoso.
Fecho os olhos e abano a cabeça,
Porque há respostas que não podem ser verbalizadas.
Apenas os loucos conseguem explicar o amor,
Porque apenas os loucos compreendem a vida.
Apenas os loucos encontram sentido
No que não tem lógica.
Diz ela,
Com um sorriso decepcionado.
Ou talvez nem chegue a ser um sorriso.
————————
Can you explain love?
She asks,
With a hopeful smile.
I close my eyes and shake my head,
Because there are answers that cannot be verbalized.
Only mad people can explain love,
Because only mad people understand life.
Only mad people find meaning
In what has no logic.
She says,
With a disappointed smile.
Or maybe it is not even a smile.
Paulo Kellerman (E quando acabarem as perguntas?)


Um novo tempo para o Brasil | A new time for Brazil
Votar contra a política de morte de Bolsonaro | Voting against Bolsonaro’s politics of death.


espaço para preencher com novas histórias

“Aguardo no tempo que se recusa medir. Sem voz, sem gestos, a certeza que nos bastamos apenas por existirmos. E no meu rosto, a luz da ternura do teu olhar…”
[I wait in the time that refuses to be measured. No voice, no gestures, the certainty that we are enough just because we exist. And on my face, the light from the tenderness of your gaze…]
Projeto Fotografar palavras, criado e coordenado por Paulo Kellerman (agora, bilíngue)
Foto minha para o texto da Catarina Vale.