The beauty we see day after day acts like dust that accumulates in our eyes and makes our gaze more focused on what really matters. The more we look, the greater the accumulation of dust; and that makes our gaze blind to everything that isn’t beauty. We unlearn the banal. We unlearn the ugly. We become blind.
Catavento de papel para apanhadoras de tulipas nova-iorquinas
Os buses vermelhos na nuca crespa dos arvoredos carapinhudos
Onde os deuses dão umbigadas aos marsupiaizinhos.
Musseques e mussiros.
Paper pinwheel for New York tulip catchers
Red buses on the curly nape of the bushy treetops
Where gods bump bellies with tiny marsupials.
Musseques and mussiros.
Fotografar Palavras, coletivo artístico, criado pelo Paulo Kellerman, que amplifica talentos, promove encontros e parcerias. E, principalmente, alimenta afetos. Diariamente, desde 2016.
No domingo, 1 de junho de 2025, no @mimomuseu, aconteceu a apresentação do livro “Para onde vai o tempo? Olhares de diferentes geografias”, organizado pela Patrícia Grilo e pelo Paulo Kellerman e editado pela EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, Núcleo Distrital de Leiria com o apoio da Câmara Municipal de Leiria.
Além da beleza do livro e do (re)encontro entre os participantes e o público, tive o prazer de assistir a uma potente (ainda que breve) performance da Companhia Teatral Nem Marias Nem Manéis. Ficou a vontade de ver mais.
Deixo aqui um pouco das conversas, dos risos e dos afetos (nos bastidores), coagulados em fotografias. Obrigada por esses momentos.
O livro “Para onde vai o tempo? Relatos e ficções à volta de contextos de vulnerabilidade”, foi publicado em 2020 pela EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, Núcleo Distrital de Leiria, e conta histórias sobre as histórias que são contadas em primeira pessoa.
Aos relatos pessoais escritos por Alice, Beatriz e Jorge, integrantes do Conselho Local de Cidadãos do Núcleo Distrital de Leiria da (EAPN Portugal), juntaram-se as narrativas construídas por escritores, jornalistas, ilustradores e por mim. Numa espécie de costura teórica, escrevi um ensaio sobre o processo de ‘ficcionar-se’, isto é, de construir narrativas no presente sobre a história pessoal, ou sobre algum recorte específico dessa história.
Publicado em 2025 e apresentado no dia 1 de junho, no m|i|mo, em Leiria, o livro “Para onde vai o tempo? Olhares de diferentes geografias” parte dos relatos originais e traz narrativas fotográficas de 48 fotógrafos de 17 nacionalidades associados ao projeto Fotografar Palavras.
É uma alegria e um privilégio fazer parte também do segundo livro, agora como fotógrafa, e de ter estado presente no lançamento do livro no m|i|mo, como estive em 2020, logo antes da pandemia que tanto nos mudou a vida.
Além dos autores e de alguns fotógrafos participantes, esteve lá a Companhia Teatral Nem Marias Nem Manéis.
Ontem foi bonito. Obrigada a quem veio à Casa da Lídia, em Leiria, e a quem esteve presente em intenção.
Apresentação de LATITUDES, com a Cristina Vicente e inauguração da exposição Varal / Estendal Fotográfico com fotos dos projetos AISHA, com o Paulo Kellerman, e LATITUDES.
Cada vez que venho a Portugal, aproveito ao máximo os encontros com os amigos. Desta vez, para celebrar os projetos AISHA, com o Paulo Kellerman, e LATITUDES, com aCristina Vicemte, organizamos, em parceria com esse espaço fantástico que é A Casa da Lídia, um varal / estendal fotográfico com fotografias dos dois projetos. Mais um motivo de encontros e afetos. Inaugura no sábado, dia 31 de maio, às 16 horas, junto com a apresentação do livro Latitudes e ficará por lá à espera da visita de vocês. Apareçam.
LATITUDES é resultado de uma cumplicidade entre mulheres, entre fotografia e literatura, entre norte e sul. Uma cumplicidade de olhares e afetos que vai além das fronteiras geográficas; aproxima as latitudes e traz a circularidade das estações do ano.
Em costura perfeita das nossas estações, o belo posfácio do amigo Paulo Kellerman.
Aisha Uma pequena caixa contendo memórias de uma menina e seu pai. Aisha Uma pequena caixa que poderia ter sido encontrada entre os escombros de um edifício bombardeado durante uma guerra. Aisha Um grito mudo diante do horror da guerra.
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Aisha A small box containing memories of a girl and her father. Aisha A small box that could have been found among the rubble of a bombed building during a war. Aisha A silent cry in the face of the horrors of war.
Quando Gaza foi invadida e as crianças começaram a morrer, foi impossível não reagir. E reagimos como sabemos: escrevendo, fotografando. Talvez pareça uma reacção simbólica, mas é a nossa. E é visceral. Aisha é uma criança. Aisha representa a incompreensão, a incredulidade, a revolta que ainda contém alguma esperança. Aisha já morreu mais de quinze mil vezes.
Aisha é um livro que representa a nossa incompreensão, a nossa incredulidade, a nossa revolta que já não contém esperança.
edição limitada e numerada (50 exemplares) encomendas por mensagem.
When Gaza was invaded and children began to die, it was impossible not to react. And we reacted as we know how: by writing, by photographing. It may seem like a symbolic response, but it is ours. And it is visceral. Aisha is a child. Aisha embodies incomprehension, incredulity, revolt—still laced with some hope. Aisha has died more than fifteen thousand times.
Aisha is a book that embodies our incomprehension, our incredulity, our revolt—now stripped of hope.
23 texts by Paulo Kellerman 23 photographs by Ana Gilbert Flower illustration | Maraia Design | Licínio Florêncio Handmade box | Yume Ateliê & Design
numbered edition (50 copies) orders: direct message
Aquilo de que ele mais gosta nela, para ser honesto, é do peito, em especial dos mamilos rígidos e castanhos, que saboreia devagar nas tardes cinzentas de Outono. Mas quando ela pergunta, sempre depois de ele dizer que a ama, de que mais gosta nela, ele responde invariavelmente: da tua personalidade. E ela sorri, agradecida.
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What he likes most about her, to be honest, is her breasts—especially her firm, brownish nipples, which he savours slowly on gray autumn afternoons. But when she asks, always after he tells her he loves her, what he likes most about her, he invariably replies: your personality. And she smiles, grateful.