Esguia-te no véu translúcido do romance e depois conta-me como é viver em modo nude e estradas inesperadas. Pensando bem, leva-me contigo e deixa os floreados para outra.
Slip into the translucent veil of romance and then tell me what it’s like to live in nude mode and on unexpected roads. Or rather, take me with you and leave the flourishes to someone else.
Texto | Text: Sandra Francisco Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Na publicação # 5334 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, a parceria no texto é com a Sandra Francisco.
Fotografar palavras é um projeto criado pelo Paulo Kellerman, há 9 anos e configura um espaço de criação livre e de encontros, graças ao talento do Paulo em agregar pessoas e afetos.
A nossa sexta exposição permanece em cartaz no m|i|mo, em Leiria, até o dia 9 de novembro de 2025. Visitem!
Você não tem medo de mim Você tem medo é do amor Que você guarda para mim Você não tem medo de mim Você não tem medo de mim Você tem medo é de você Você tem medo é de querer Me amar
Humanity: the ability to put ourselves in someone else’s shoes. If we choose not to do so, we are not human. We are something else, but not human. Something else. Something.
Searching for meaning in life is like asking a mountain to explain what a kiss is.
“Ter nascido significa isto: não ser puro, não ser si mesmo, ter em si alguma coisa que vem de outro lugar, alguma coisa de estranho que nos leva a nos tornarmos a cada vez estrangeiros a nós mesmos.”
An envelope that contains me, Defines me, Limits me.
And everything I am is born in it. But is everything that is born in my body mine?
Universes of desires that arise and grow And multiply, Fleeting or perhaps eternal, Powerful and immense in their power Of disconcerting.
Do they belong to me?
Desires that are dreams Without flesh Or material density Or geometric contour Or palpability.
Perhaps dreams are a concrete reality, As concrete as the most consistent Of realities. Concrete like a tree or a bridge or a clothesline or a fire Or a body.m But a reality lacking the senses.
Concrete, But without dimension or volume. Without physical outline or measurability, Just intention and design. Like when you say you want to give me a hug Or a kiss, But you do not really give me a hug Or a kiss.
My body produces universes of desires, Immense in their power Of disconcerting.
O Manual compôs uma das onze instalações que fizeram parte da performance, que aconteceu no passado 19 de setembro, no m|i|mo. Além da leitura, o público foi convidado a participar, acrescentando suas próprias ideias sobre independência. Esta é uma de suas páginas.
Esta é a minha contribuição para a performance NEM BESTAS NEM SANTAS, com o tema da opressão do feminino e o patrimônio intemporal de feminilidade.
É a quarta produção NEM MARIAS NEM MANÉIS, uma companhia jovem que tem produzido trabalhos contundentes e poéticos que nos fazem sentir e questionar. E, principalmente, que nos irmanam numa experiência de coletividade. Parabéns e muito obrigada.
A performance aconteceu ontem, 19 de setembro, no m|i|mo, em diálogo com a bela exposição do nosso projeto FOTOGRAFAR PALAVRAS, em Leiria, Portugal, essa cidade que também é casa. …..
“Olha as estrelas e pensa: são minhas testemunhas. Pensa: estão a ver tudo o que sinto e faço. Tal como viram tudo o que biliões de outras mulheres sentiram e fizeram. Desde a primeira mulher que viveu. As estrelas são as mesmas. Aquelas que tu própria podes olhar enquanto pensas: são minhas testemunhas.”
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Texto: Paulo Kellerman Encenação e Dramaturgia: Cátia Ribeiro Interpretação: Andreia Mateus, Catarina Mamede, Cátia Ribeiro e Rita Rosa Movimento coreográfico: Cátia Ribeiro e Rita Rosa Ilustração ao vivo: Maraia Música: Nelson Brites Vídeo: Milady Artes manuais: Cátia Ribeiro e Sandra Ribeiro
Círculo: Daniela Mateus, Dora Fonseca, Fátima Gonçalves e Mariana Lourenço
Fotografia: Ana Gilbert, Andreia Mateus, Anna Monica Rigon, Anna Papachristou, Carina Martinho Coelho, Carolina Geiger, Cristina Vicente, Elsa Arrais, Fabiana Fraga, Federica (Final Girl 7), Jelena Stankovic, Joana Neves, Julie Flam, Martha Takahashi, Nadir Social Lens, Sêmmada Arrais, Sílvia Bernardino, Teresa Santos e Vanda Cristina
Fotografia de Cena e produção: Cristina Vicente
Publicado em
“Somos essa vida que compartilha o corpo de um outro, prolongada e levada para outro lugar.”
Emanuele Coccia (Metamorfoses, 2022)
Publicado em
Dia caindo em horas mornas; a saudade, provocante, desenha tempo com luz, aproximando-se em intervalos sussurrados:
– Contas-me os teus segredos?
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The day falling into lukewarm hours; longing, provocative, drawing time with light, approaching at whispered intervals: