
Junto palavras como cacos, pedaços de mim que se perderam no tempo, que esvoaçam levados pela brisa, que se perpetuam nos ecos do mundo.

Junto palavras como cacos, pedaços de mim que se perderam no tempo, que esvoaçam levados pela brisa, que se perpetuam nos ecos do mundo.



“E então senti uma dor tão visceral, tão imensa, tão desconcertante, que a única coisa que consegui fazer para lhe fugir foi esmurrar o meu reflexo no espelho, uma e outra vez, com ambas as mãos, com toda a força que possuía, tentando desesperadamente que a dor física suplantasse por um segundo (bastaria um segundo) a outra dor que se apoderara de mim, tentando desesperadamente que a dor física me distraísse da dor da perda e da impotência, da dor do desespero, da dor do ódio. Fui esmurrando o meu reflexo no espelho, fui esmurrando-me.”
Almas Desligadas | com Paulo Kellerman



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Com Paulo Kellerman
Moinho do Papel | Leiria, Portugal
Até 31 de maio de 2019
Curadoria (improvisada) | Silvia Bernardino

“A luz mágica e serena do sol a entrar pelas janelas, iluminando as paredes, dando-lhes vida (mas para que precisavam as paredes de vida?).”
Texto | Paulo Kellerman
Até 31 de maio de 2019


“Chegará o instante em que a alma abandona o corpo, em que regressarei sozinha de ti mas mais comigo do que nunca.”
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Catarina Vale
Foto | Ana Gilbert

Com Paulo Kellerman
Moinho do Papel | Leiria, Portugal
Curadoria e improvisação | Silvia Bernardino
8 a 31 de maio de 2019
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Galeria Indoor | Rio de Janeiro, Brasil
Curadoria | Rococó Clean
12 de abril a 24 de maio de 2019

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Almas Desligadas e Outras Histórias | Exposição

“Hoje convidei-te para tomar um café, ou um chocolate quente, algo que nos aqueça o olhar ou nos aqueça por dentro e é um bom começo. Ha-de haver sempre um bom começo e sempre dá para te olhar mais de perto e quando te olho mais de perto apaixono-me mais. Quando te olho mais de perto por apenas aqueles segundos em que bebes o café, sou feliz para sempre, juro, se tu soubesses que te pago o café para me apaixonar todos os dias por ti, ficavas ali de chávena na mão a vida inteira. E eu apaixonava-me, sempre, vestia-me de ti, todas as vezes. Sim porque estar apaixonado é estar vestido de alguém. E nunca se está mal vestido quando se está apaixonado.”
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Jorge Gomes Pereira
Foto | Ana Gilbert

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Projeto Geografias corporais
Pulsar Companhia de Dança | Te encontro lá no Cacilda
Teatro Cacilda Becker | Rio de Janeiro

“O que sentirá o meu corpo com o teu abraço, depois de ter sido tocado pelo teu olhar?”
Texto e foto | Ana Gilbert

Almas Desligadas e Outras Histórias | Exposição
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“Existo no entre, nos intervalos da vida.”




“Escuto o suave sussurro da respiração do meu corpo. Mas será que a minha alma também está a respirar? Como perceber se está viva, se não ouço nem sinto a sua respiração? Se não a sinto pulsar, se não sinto o bater do seu coração? Como saber o que faz respirar a alma?”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert