



E mais um caminho… ÁGUA COM AÇÚCAR, de Ana Miguel Socorro
encomendas pelo e-mail: minimalista.editora@gmail.com




E mais um caminho… ÁGUA COM AÇÚCAR, de Ana Miguel Socorro
encomendas pelo e-mail: minimalista.editora@gmail.com

“A luz da janela
sobe pelas folhas verdes
ao topo das árvores.”
Yosa Buson (A borboleta e o sino)
Tradução: Sérgio Medeiros

“Sabes a mar. Sim, sabes a mar. E quando te beijo sinto-me transportado. Como se cada beijo teu me levasse numa viagem da qual não quero regressar.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Maria João Faísca
Foto | Ana Gilbert

“O gesto aquieta o medo.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Frankie Boy

Vermelho-sangue, vermelho-vida, vermelho-alma, vermelho-irmandade, vermelho-encontro, vermelho-gente… aqui, lá, em qualquer lugar…

“Hora para acordar. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para defecar. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para tomar o pequeno almoço. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para apanhar um transporte. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para começar a trabalhar. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para tomar um café. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para regressar ao trabalho. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para almoçar. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para voltar ao trabalho. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para largar o trabalho. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para ir para casa. Vivemos prisioneiros da horas. Hora para… Hora para tudo e para nada. Até existe a hora da morte. Já não somos prisioneiros…”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Vitor Vieira
Foto | Ana Gilbert

“eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão “
Belchior (Pequeno mapa do tempo)

É sempre um desafio receber um texto (desconhecendo a autoria) e fazer uma leitura fotográfica das palavras. Muitas imagens surgem, mas apenas uma (às vezes, mais de uma) vai se coagular como fotografia. Este é o exercício criativo diário do Fotografar palavras, de Paulo Kellerman, projeto vigoroso e estimulante que reúne fotógrafos e escritores em torno do fascínio por palavras e imagens.
Hoje, mais uma nova parceria:
“Hoje caminhei por entre os teus pés sem que os pisasse. Não deste por mim. Respirei-te no mesmo compasso que faz dos dias noites. Não me sentiste. Fiz-me escura na brancura da tua pele, quando se encheu de luz. Persegui-te. Tentei libertar-me de ti. Não permitiste, continuaste a encher-te de luz, mesmo na podridão do dia acabado, no artificial do teu leito. Fixei-me sobre as palavras que lias, murmurei-as contigo, sem que me ouvisses. Fiz-te cansar sobre o desvanecer das horas e finalmente apagaste a luz. E finalmente fui.”
Texto: Elisabete Neves
Foto: Ana Gilbert



A ANTOLOGIA MINIMALISTA já chegou ao Brasil.
12 contos, 12 autores, 12 estilos
encomendas pelo e-mail: minimalista.editora@gmail.com

“Encosto o meu peito no teu e oiço a força do mar rebentar nas rochas… Não é tempo de atracar. Ainda não é chegado o momento de deslizar os dedos nas dunas de areia.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Nuno Pinto Bastos
Foto | Ana Gilbert


“To give, indefinitely, to our human finitude, a form that is never definitive.”
Didier Anzieu (The skin-ego)


“Porque não lembramos o que vimos da primeira vez que olhámos, da primeira vez que os nossos olhos se abriram para o mundo e fizeram a sua primeira focagem?”
“Recordamos tantas primeiras coisas. Mas não a primeira vez que olhámos, que cheirámos, que tocámos; que sorrimos. Como podemos esquecer o primeiro sorriso?”
Paulo Kellerman (Aviões de papel)
Uma edição Minimalista

A escrita precisa de pele.

“Quem somos quando não somos nós?”
Palavras | Mónia Camacho (Um tigre à porta da Sé)
Esta pergunta ecoa por todo o livro da Mónia Camacho. E lateja dentro de mim. Convida-nos a percorrer o caminho em busca do que somos, de como nos definimos perante nós mesmos e os outros, e a pensar sobre o ato da escrita. Leva-nos a refletir sobre as fronteiras que criamos numa tentativa de nos dar contornos e de nos proteger do outro, mas que podem sufocar com acúmulos que não dizem de nós. Somos o que imaginamos ser? Podemos imaginar o que somos? Reescrever o que somos?


“Tinha os próprios abismos para transpor.”
Palavras | Andreia Azevedo Moreira (As paredes em volta)
A cada leitura do livro da Andreia Azevedo Moreira, vou descobrindo camadas, retirando véus de desconforto para encontrar a crueza de realidades psíquicas traumáticas e a busca por paredes (concretas ou imaginárias) que possam conter a dor. A escrita da Andreia explicita aquilo que não pode ser pronunciado em voz alta.


“não servia mais para as inutilidades do mundo.”
Palavras: Lorena Richter (Isidoro e os barcos)


Sussurra-me ao ouvido que já é amanhã.

Anathema (The lost song part 2)

…ou dos encontros bonitos…