



liberdade. a luz que nos separa.
[parceria com Frankie Boy]



Existe liberdade sem vulnerabilidade?
Is there freedom without vulnerability?
Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Projeto de parcerias e cumplicidades bonitas. Literatura e fotografia em diálogo.

Olhar o mundo como o vento.

liberdade. a luz que nos separa.

“Partir é morrer um pouco.” (Gaston Bachelard)


Por vezes, o tempo se esquece do tempo.



Ontem, no m[i]mo – museu da imagem em movimento, aconteceu a apresentação do livro GEOGRAFIAS CORPORAIS, com o Paulo Kellerman. Não poderia ser mais significativo: apresentar este livro na sala onde decorre a exposição do Fotografar Palavras, projeto que deu início a esta parceria e amizade.
Obrigada a quem participou!

A respiração é um mecanismo. O batimento regular do coração é um mecanismo. O orgasmo é um mecanismo. O arrepio da pele é um mecanismo. A digestão da comida é um mecanismo. Dormir é um mecanismo. Acordar é um mecanismo. Sonhar é um mecanismo. O corpo é feito de mecanismos; e ainda assim, por vezes a máquina consegue ser humana.
[Breathing is a mechanism. The regular beating of the heart is a mechanism. An orgasm is a mechanism. The shivering of the skin is a mechanism. The digestion of food is a mechanism. To sleep is a mechanism. Waking up is a mechanism. Dreaming is a mechanism. The body is made of mechanisms; and yet, sometimes the machine manages to be human.]
Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photograph: Ana Gilbert
Fotografar palavras , dose diária de arte.

a liberdade está sempre à espera em algum lugar em nós.

A vida será sempre sonho.
[Life will always be a dream]
A respiração do tempo (Minimalista, 2022)



“Será que se deixarmos de falar da tristeza ela desaparece? Cessa de existir? Será que é a nossa voz que dá existência à tristeza, como a nossa respiração numa manhã de frio causa pequenas nuvens de vapor à nossa frente? A tristeza existe porque, simplesmente, respiramos?”
[If we stop talking about sadness, does it disappear? Does it cease to exist? Does our voice give sadness existence, like our breath on a cold morning causes little clouds of vapor in front of us? Does sadness exist because we simply breathe?]
Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
FOTOGRAFAR PALAVRAS, o bonito projeto criado pelo Paulo Kellerman e recriado por todos nós. Diariamente, desde 2016. Uma produção bilíngue.


existe sempre a hora do dia em que se fecha no seu casulo de luz.

nefelibata
pessoa que tem Google Drive, OneDrive e Dropbox. Por vezes, Cloud Drive.
[nefelibata
a person who has Google Drive, OneDrive and Dropbox. Sometimes, Cloud Drive.]

“where are you when I need you?”
Are you there? (Anathema)

O livro A chama de Adrião Blávio (2020), de Joana M. Lopes, é hipnótico em sua beleza poética e cortante. É inesgotável na capacidade de suscitar imagens em mim. A cada leitura, uma torrente de possibilidades imagéticas se apresenta e, eventualmente, sinto vontade de coagular uma delas em fotografia. Como agora. Mesmo sabendo que é apenas uma leitura parcial e imprecisa de algo muito maior.
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“Sonhando rajadas
Dissolução e êxtase. Verdade ancestral, antes do pensamento. Pássaros com olhos feitos de vento. Asas sou e nuvens e um bico flamejante atravessando um tecto em absoluta expansão. É o perfume da Tília que se espalha, é o pólen que em ti dança e explode, Lázara, hipnótica brisa na seara. Toco-te em toda parte, pois és em todo o lado. Orgia intocável do tudo. Pulmões como grutas insufladas do teu nome. Vento inaugurando o mundo. Respiro-te, Lázara: hálito quente, palpitação carnívora, eco cardíaco repercutido no ar. Rajada absoluta onde me desagrego.”

“O vento está no meu mar
Foste tu
Dragão nu
Com esses gritos
E esses cabelos
Já estás a vir”
Palavras: José Carlos Ferreira