
FIMFA Lx24 LA (NOUVELLE) RONDE, de Johanny Bert – Théâtre de la Romette (FR)
[memória de um ensaio]
Teatro São Luiz, Lisboa

FIMFA Lx24 LA (NOUVELLE) RONDE, de Johanny Bert – Théâtre de la Romette (FR)
[memória de um ensaio]
Teatro São Luiz, Lisboa


FIMFA Lx24 LA (NOUVELLE) RONDE, de Johanny Bert – Théâtre de la Romette (FR)
[memória de um ensaio]
Teatro São Luiz, Lisboa

Invento mapas. E depois percorro os caminhos que eles indicam.
Paulo Kellerman
[Portable link, a collaborative project with Paulo Kellerman]


Com quantas linhas se constrói uma pausa?
How many lines does it take to build a pause?
A fotografia é da Joana Neves para o meu texto.
Fotografar palavras, um projeto bonito e generoso, criado pelo Paulo Kellerman em 2016, e que reúne artistas dos mais variados estilos em diálogos criativos.

What if freedom is the only company we have?
Text: Paulo Kellerman
Portable Link, a dialogue between photography and literature

quero tocar-me.
a minha pele
onde guardo as memórias,
(quais?)
nela, o que sei de mim
toco-me.
deslizo dedos
molhados de saliva
e a pele é animal arisco
arrepia-se, elétrica
(tesão)
toco-me
presença feita de luz
é superfície trêmula contra a pele quente
(sinto)
invento lembranças marcas gozos
e flores
toco-me.
do jeito que sabes
perto da janela
(esvoaçante)
exposta a olhares
em ritmos aquosos
palpitantes
(presença entumescida)
toco-me
na madrugada insone
silenciosa
percorro relevos
rios e fontes
mergulho profundo
(respiração entrecortada)
reverbero em camadas
suspensa
e existo em mim.
[poema apresentado no Sarau Maroto | Lisboa 18 Out 24]


Uma das coisas mais bonitas da arte são os diálogos que ela permite. É sempre um prazer e uma honra descobrir que meu trabalho inspira outros artistas.
Desenho por Anxiety Rush, artista que passeia pela música, fotografia e desenho.


Anathema (Internal landscapes)


Untouchable pt. 2 (Anathema)
Why I should feel this way?
Why I should feel this way?
Why I should feel the same?
Something I cannot say
Something I cannot say
Something I can’t explain
I feel you outside at the edge of my life
I see you walk by at the edge of my sight
Why I should follow my heart?
Why I should follow my heart?
Why I should fall apart?
Why I should follow my dreams?
Why I should follow my dreams?
Why I should be at peace?
I feel you outside at the edge of my life
I see you walk by at the edge of my sight
I had to let you go to the setting sun
I had to let you go and find a way back home
I had to let you go to the setting sun
I had to let you go and find a way back home
(When I dream, I see you)
(When I dream, I see you)
I’ve never seen a light that’s so bright
I’ve never seen a light that’s so bright
I’ve never seen a light that’s so bright
Blinded by the light that’s inside
Blinded by the light that’s inside
Blinded by the light that’s inside you
I had to let you go to the setting sun
I had to let you go and find a way back home


“Leva-me pela mão e o vento irá.”
[o belo poema de Jorge VAz Dias]


“Estava vendo um silêncio que tem a profundidade de um abraço.”
Clarice Lispector (A paixão segundo G.H.)

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo
Quando o tempo for propício
Tempo, tempo, tempo, tempo
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo
O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Apenas contigo e ‘migo
Tempo, tempo, tempo, tempo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Não serei, nem terás sido
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ainda assim, acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Portanto, peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo, tempo, tempo, tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Canção: A Outra Banda da Terra e Caetano Veloso

“Mas não procures entender-me, faze-me apenas companhia.”
Clarice Lispector (A paixão segundo G.H.)




“Por vezes, é necessário estar preso dentro de alguma coisa para nos sentirmos mais livres dentro dela.”
Sandrine Cordeiro, in Postas de pessoas
15º livro da Minimalista
Já podem encomendar no Brasil.
minimalista.editora@gmail.com