
Vislumbre


“Não há nada mais temível do que o tempo que pára, ficamos iguais para sempre e essa é a maior desgraça.”
Palavras | Afonso Cruz (Para onde vão os guarda-chuvas)

Nada-ninguém-azul.
Fotografar palavras #1925

“Um filme do qual não fazia parte do guião. Tudo decorria sem que estivesse ali. Sucessão de movimentos sem sentido. Ruídos transformados em silêncio numa mente vazia pelo tanto que absorveu. O sítio de sempre, tão diferente do que alguma vez tinha sido.
As mãos. O espaço vazio entre os dedos. Há quanto tempo estaria assim, por preencher? Há quanto tempo segura a reminiscência do que partiu? É por onde começamos a sentir que adiamos deixar de o fazer, que prolongamos um mundo porque existem memórias que ainda precisam de viver.
Não deu conta de ir. Caminhos de sorrisos, de incontáveis palavras que mesmo sem voz se faziam ouvir. Não deu conta de voltar. Chegada bem distante da partida, desconhecendo-se a si e onde veio parar…”
….
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Catarina Vale
Foto | Ana Gilbert


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Domingo

“Aos domingos as angústias são vorazes.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto e foto | Ana Gilbert
Ausência

memórias do frio

passagem…
Poética do espaço




“Há uma vertigem temporal entre mim e os objetos e sinto-me a desequilibrar entre o antes e o agora.”
Palavras | Joana M. Lopes
Peace



Algures

“Aquele que me habita, e escreve, vive algures numa espécie de treva.”
Palavras | Al Berto (O anjo mudo)


“Pareço ter perdido uma coisa não se sabe onde e quando.”
Palavras | Clarice Lispector (Um sopro de vida)

