
Procurei-te entre os azuis.

Procurei-te entre os azuis.




Sustentar a poesia
2022

“O que é que se responde a uma filha que nos pergunta como estamos, de quem não se tem notícias há anos? Responde-se: estou bem?”
Oh Senhor Luís!, de Sandrine Cordeiro, na Antologia Minimalista (2020)

“Entra na sala; vê a cortina vermelha e sente-lhe a textura entre os dedos; inspira o cheiro quente e amargo das fitas nas bobines; respira a mistura do amadeirado doce das cadeiras; aceita o mofo sereno das alcatifas. E vê a lanterna. No cimo do balcão da entrada, enche-se de luz a piscar. Com ela, regressa à sala. Senta-se na primeira cadeira da última fila e olha o ecrã.”
Os meus dias são domingos, de Ana Miguel Socorro, na Antologia Minimalista (2020)


“Tudo quanto desejei, toda a fome, se resumiu a uma palavra, uma que fosse, que soasse à verdade.”
Foto minha e texto da querida Andreia Azevedo Moreira.
Fotografar palavras, um projeto de Paulo Kellerman.
5 anos de projeto, 3000+ publicações



“Como se respira o mesmo ar e não se cria a mesma memória?”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Catarina Vale
Fotos | Ana Gilbert

“Por um breve momento, sentem-se. Não é desejo, nem simpatia, nem compreensão.
É qualquer coisa diferente, como se aquele momento sempre tivesse existido e estivesse ali simplesmente à espera que as suas vidas confluíssem para ele, para depois seguirem de novo o seu caminho.”
Excerto de AS HORAS DO FIM, romance de Elsa Margarida Rodrigues
Uma publicação Minimalista

tempo de um tempo sem tempo

“Eu pronuncio esta palavra como se não fosse de minha língua. É uma palavra que tem textura, é rugosa, fere, menospreza. Vergonha.”
Rafael Azevedo (Ecos no coração da terra, Kotter Editorial, 2021)
Um livro de tirar o fôlego, que provoca imagens, inúmeras imagens. Fragmentos que, aos poucos, nos revelam sua costura e o avesso da costura. Jogos de luz e sombra, fascinantes e hipnóticos. Viciantes e peçonhentos.
Um mergulho na alma humana: almas individuais, alma familiar, alma coletiva. Vida e morte; decadência e libertação.


Serviço Postal – Postais com Estória
Porque vivemos entre palavras e imagens. Porque precisamos de estórias/histórias que alimentem a nossa imaginação. Porque precisamos de afeto. Precisamos de sorrisos, sorrisos que brotam, espontâneos, a cada postal. Precisamos dos abraços (imaginados ou concretos) que trocamos e sentimos quando lemos as estórias/histórias feitas de palavras-imagens, imagens-palavras. Que dizem muito, que dizem tanto.
Porque enviar postais é tudo isso.
Serviço Postal – Postal com Estória é o novo projeto do amigo Paulo Kellerman. E que se torna também nosso.
Obrigada, Paulo, por mais esta aventura na companhia de tantos talentos.

e agora que abri todas as trancas?

“Não somos o que vestimos mas os farrapos que escondemos…”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Cristina Vicente
Foto | Ana Gilbert


Partes de mim / Se partem se / Partes de mim.
Palavras: Pedro Machado

“O tempo dilata-se em angústia.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Juliana Monteiro Carrascoza

O tempo precisa dançar para deixar de se arrastar

“Everything breathes together.”
Plotino