

Direi, algum dia, tudo o que preciso com uma palavra?
Andreia Azevedo Moreira, O QUE FALTOU, uma edição Minimalista Editora
Apresentação em Leiria, Portugal, no dia 11/04/26



Direi, algum dia, tudo o que preciso com uma palavra?
Andreia Azevedo Moreira, O QUE FALTOU, uma edição Minimalista Editora
Apresentação em Leiria, Portugal, no dia 11/04/26


“Nasci forte, tenho responsabilidade. Se o conhecimento que detenho é maior e alcanço mais longe, se ocupo lugar que confere poder, tenho de medir as forças que emprego. Isto não é bondade. É o equilíbrio que devo ao Universo. Será reclamado.”
O QUE FALTOU, de Andreia Azevedo Moreira
A nova publicação da Minimalista.

“Havia um homem, na intersecção de duas ruas próximas da nossa morada, que se dedicava ao jardim com fervor de coveiro. Destacava-se o talento sofrível para a jardinagem. Passava horas curvado sobre a terra fofa, com um sachinho pequeno, cor-de-oliveira, abrindo buracos de tamanhos variados no terreno, ao redor da sua moradia antiga. Homem austero, erguia a face encarando o céu, possivelmente indagador do número de horas que teria antes do sol-pôr ou até à chuvada que se anunciava, após o que prosseguia o seu ofício, de aparente inutilidade.”
O QUE FALTOU, de Andreia Azevedo Moreira
A nova publicação da Minimalista.

“Sinto o isolamento na inteireza do corpo.”
O QUE FALTOU, de Andreia Azevedo Moreira
A nova publicação da Minimalista.

“Um homem organizado conduz o dia como quem desenha, a duas dimensões, um plano para uma casa.
Espaço nenhum para o improviso.
Inúmeras paralelas, ângulos rectos e quadriláteros, geometria previsível.”
O QUE FALTOU, de Andreia Azevedo Moreira, a nova publicação da Minimalista Editora
Em breve!

Lê a energia que está no meu silêncio.
Clarice Lispector (Água viva)


“Com que luz eu via?”
João Guimarães Rosa (Grande sertão: veredas)

“Mas não procures entender-me, faze-me apenas companhia.”
Clarice Lispector (A paixão segundo G.H.)



“Por vezes, é necessário estar preso dentro de alguma coisa para nos sentirmos mais livres dentro dela.”
Sandrine Cordeiro, in Postas de pessoas
15º livro da Minimalista
Já podem encomendar no Brasil.
minimalista.editora@gmail.com

“Viver é muito perigoso.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

“Tudo é e não é.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

“As pessoas, e as coisas, não são de verdade?”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)

“Eu tinha uma lua recolhida.”
João Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas)
4 anos | 13 publicações








Há quatro anos, durante a pandemia, surgia a nossa editora Minimalista.
Doze escritores, uma ilustradora, dois designers: a Minimalista é feita de talentos e afetos, numa geografia de criação que une Portugal e Brasil.
Quatro anos depois, a 13ª publicação acaba de ser lançada – Liberdade Minimalista.
Romances | contos | antologias | fotografia | infanto-juvenil.
Obrigada a todas e todos que nos acompanham :))
gostamos de livros | lemos livros | escrevemos livros | publicamos livros
minimalista.editora@gmail.com

“Dois pontos que se afastam para que uma linha imaginária se desenhe entre o eu e o você.”
Roger Mello (W, 2017)

O livro A chama de Adrião Blávio (2020), de Joana M. Lopes, é hipnótico em sua beleza poética e cortante. É inesgotável na capacidade de suscitar imagens em mim. A cada leitura, uma torrente de possibilidades imagéticas se apresenta e, eventualmente, sinto vontade de coagular uma delas em fotografia. Como agora. Mesmo sabendo que é apenas uma leitura parcial e imprecisa de algo muito maior.
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“Sonhando rajadas
Dissolução e êxtase. Verdade ancestral, antes do pensamento. Pássaros com olhos feitos de vento. Asas sou e nuvens e um bico flamejante atravessando um tecto em absoluta expansão. É o perfume da Tília que se espalha, é o pólen que em ti dança e explode, Lázara, hipnótica brisa na seara. Toco-te em toda parte, pois és em todo o lado. Orgia intocável do tudo. Pulmões como grutas insufladas do teu nome. Vento inaugurando o mundo. Respiro-te, Lázara: hálito quente, palpitação carnívora, eco cardíaco repercutido no ar. Rajada absoluta onde me desagrego.”

“Por um breve momento, sentem-se. Não é desejo, nem simpatia, nem compreensão.
É qualquer coisa diferente, como se aquele momento sempre tivesse existido e estivesse ali simplesmente à espera que as suas vidas confluíssem para ele, para depois seguirem de novo o seu caminho.”
Excerto de AS HORAS DO FIM, romance de Elsa Margarida Rodrigues
Uma publicação Minimalista

“Eu pronuncio esta palavra como se não fosse de minha língua. É uma palavra que tem textura, é rugosa, fere, menospreza. Vergonha.”
Rafael Azevedo (Ecos no coração da terra, Kotter Editorial, 2021)
Um livro de tirar o fôlego, que provoca imagens, inúmeras imagens. Fragmentos que, aos poucos, nos revelam sua costura e o avesso da costura. Jogos de luz e sombra, fascinantes e hipnóticos. Viciantes e peçonhentos.
Um mergulho na alma humana: almas individuais, alma familiar, alma coletiva. Vida e morte; decadência e libertação.
“é a isso que chamam solidão, a explosão do silêncio?”
Ecos no coração da terra, romance de Rafael Azevedo (Kotter Editorial, 2021)