
“se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”
José Saramago (O conto da ilha descoonhecida)

“se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”
José Saramago (O conto da ilha descoonhecida)

Que coisas tenho eu que sejam só minhas, que não sejam arrancadas de mim pelas tuas perguntas, pelas tuas dúvidas, pelos teus anseios?

Por vezes, esqueço-me de que é preciso uma fresta para que o outro me atinja feito luz.

“Realidade. A linha que nos separa.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Peter A. Gilbert

“Para quê termos portas em nós?”
O refúgio, conto de Cristina Vicente, na Antologia Minimalista

“Talvez seja a carência maior: que nos confirmem existirmos.”
A vinte e quatro minutos da eternidade, conto de Andreia Azevedo Moreira, na Antologia Minimalista


“Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra.”
Clarice Lispector (Água Viva)
Conversas Junguianas e Conversas Literárias
Instituto Junguiano do Rio de Janeiro
01 de Outubro de 2021 | 14h às 16h

“Everything breathes together.”
Plotino

Os encontros também são feitos de sombras.

“Dá-me a mão quando já não souber o caminho.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Nuno Pinto Bastos
Foto | Ana Gilbert

“Abandono. A dor que nos separa.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto | Peter A. Gilbert


“Distanciamento necessário ou social, respeitando a fila já acostumada ao nosso quotidiano. À minha frente, um livro gasto e cansado nas mãos de um rapaz que se adivinham beber-lhe a história. Ri-se apenas de olhos, franze o sobreolho, olha para o ar à sua volta na esperança de encontrar um olhar cúmplice e encontra. Ri-se apenas de olhos novamente. À sua frente constrói-se uma conversa de telemóvel sobre o futuro do dia que ainda é apenas de manhã. Atrás de si, eu, de ouvidos postos na música e de olhos postos no vazio da chuva que retoma a sua missão de repovoar o chão de gotas e os cabelos de água. A fila avança sem destruir as horas, já faz parte delas, como o tempo.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Elisabete Neves
Foto| Ana Gilbert


“I have saved this afternoon for you”
Palavras | T.S. Eliot (Portrait of a lady)



“Desligo-te.
A vaga ideia de ti, paira
como um novelo de ontens.
Promessas de páginas confinadas na agenda.
Da mão, caem-me as massinhas da canja
que te faria amanhã.
Baralham-se as letras,
Esqueço o teu nome.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Pale Pink
Fotos| Ana Gilbert

Vermelho-sangue, vermelho-vida, vermelho-alma, vermelho-irmandade, vermelho-encontro, vermelho-gente… aqui, lá, em qualquer lugar…


“To give, indefinitely, to our human finitude, a form that is never definitive.”
Didier Anzieu (The skin-ego)

“Quem somos quando não somos nós?”
Palavras | Mónia Camacho (Um tigre à porta da Sé)
Esta pergunta ecoa por todo o livro da Mónia Camacho. E lateja dentro de mim. Convida-nos a percorrer o caminho em busca do que somos, de como nos definimos perante nós mesmos e os outros, e a pensar sobre o ato da escrita. Leva-nos a refletir sobre as fronteiras que criamos numa tentativa de nos dar contornos e de nos proteger do outro, mas que podem sufocar com acúmulos que não dizem de nós. Somos o que imaginamos ser? Podemos imaginar o que somos? Reescrever o que somos?


“Hoje caminhamos de mão dada sem medo de nos perdermos. Ambos sabemos que foram os caminhos sem saída que nos juntaram…”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Liliana Silva
Foto | Ana Gilbert

A linha que nos separa.