
Texto do Jorge VAz Dias sobre o nosso LATITUDES, para o Jornal de Leiria.
Viste (e sentiste) o que está lá para ser descoberto. Obrigada, amigo poeta.
Texto completo aqui.

Texto do Jorge VAz Dias sobre o nosso LATITUDES, para o Jornal de Leiria.
Viste (e sentiste) o que está lá para ser descoberto. Obrigada, amigo poeta.
Texto completo aqui.

com Ana Sofia Elias

Neste momento, há pouco o que celebrar no mundo. São tempos sombrios que lançam múltiplos reflexos distorcidos e angustiantes.
Contudo, a vida pequena, cotidiana, continua e é preciso que seja assim. Pequenas joias aindas são lapidadas nas relações humanas. Rastros de luz ainda penetram pelas fissuras e emocionam ao revelarem a beleza que persiste.
Já são oito anos deste espaço do blog. Por aqui passaram várias vidas, vários olhares, (anônimos ou nem tanto), várias de mim.
O meu espanto é sempre enorme ao constatar que ainda há pessoas que param o tempo e se dispõem a olhar, ver e sentir. E isso faz valer a pena.
O meu obrigada e o meu sorriso.
“O que vemos, o que nos olha.”
Georges Didi-Huberman

At this moment, there is little to celebrate in the world. These are dark times, casting multiple distorted and distressing reflections.
And yet, ordinary, everyday life goes on, and it must. Small gems are still being polished in human relationships. Traces of light still slip through the cracks and move us, revealing the beauty that endures.
It has now been eight years since this blog space began. Many lives have passed through here, many gazes (anonymous or not so anonymous), many versions of myself.
I’m always deeply moved to realize that there are still people who pause time and choose to look, to see, to feel. And that makes it all worthwhile.
My thanks and my smile.
“What we see, what looks back at us.”
Georges Didi-Huberman


O André Pereira escreve retratos à máquina.
Fotografa com palavras.
Ele esteve no Festival A Porta e eu tive a sorte de ser retratada por ele.
Um retrato de aguçada sensibilidade.
Depois, escrevi seu retrato com luz.
Obrigada por esse momento, André.
Obrigada, ao Festival A Porta, pela iniciativa.



o corpo marcado pelo azul da cidade.

O corpo marcado pelo azul da cidade.
(ir embora antes que as memórias me sufoquem com o azul]









No domingo, 1 de junho de 2025, no @mimomuseu, aconteceu a apresentação do livro “Para onde vai o tempo? Olhares de diferentes geografias”, organizado pela Patrícia Grilo e pelo Paulo Kellerman e editado pela EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, Núcleo Distrital de Leiria com o apoio da Câmara Municipal de Leiria.
Além da beleza do livro e do (re)encontro entre os participantes e o público, tive o prazer de assistir a uma potente (ainda que breve) performance da Companhia Teatral Nem Marias Nem Manéis. Ficou a vontade de ver mais.
Deixo aqui um pouco das conversas, dos risos e dos afetos (nos bastidores), coagulados em fotografias.
Obrigada por esses momentos.







Ontem foi bonito. Obrigada a quem veio à Casa da Lídia, em Leiria, e a quem esteve presente em intenção.
Apresentação de LATITUDES, com a Cristina Vicente e inauguração da exposição Varal / Estendal Fotográfico com fotos dos projetos AISHA, com o Paulo Kellerman, e LATITUDES.
fotos: Silvia Bernardino

a vida arranha menos num abraço.
[isto também é sobre Gaza]

Cada vez que venho a Portugal, aproveito ao máximo os encontros com os amigos.
Desta vez, para celebrar os projetos AISHA, com o Paulo Kellerman, e LATITUDES, com a Cristina Vicemte, organizamos, em parceria com esse espaço fantástico que é A Casa da Lídia, um varal / estendal fotográfico com fotografias dos dois projetos. Mais um motivo de encontros e afetos.
Inaugura no sábado, dia 31 de maio, às 16 horas, junto com a apresentação do livro Latitudes e ficará por lá à espera da visita de vocês.
Apareçam.
[flyer: Licínio Florêncio]

ainda és capaz de sentir?
[isto também é sobre Gaza]

Fotografias e textos: Cristina Vicente & Ana Gilbert
LATITUDES é resultado de uma cumplicidade entre mulheres, entre fotografia e literatura, entre norte e sul.
Uma cumplicidade de olhares e afetos que vai além das fronteiras geográficas; aproxima as latitudes e traz a circularidade das estações do ano.
Em costura perfeita das nossas estações, o belo posfácio do amigo Paulo Kellerman.
Design do querido Licínio Florêncio
edição limitada e numerada
[bilingual edition]
No sábado, 31 de maio de 2025, estaremos na Casa da Lídia para conversar sobre LATITUDES. Apareçam!

“não há pureza, todos somos mestiços, todos somos de raça ‘inferior’, como dizia Rimbaud, salvo que não há raça inferior, superior, maior ou menor, só mistura, divina e borbulhante sopa dos seres, ou melhor, dos ‘sendos’. (…) Onde há pureza, há fascismo.”
Andityas Matos (Contra/políticas da alquimia, 2023)

Se repetir a mesma viagem muitas vezes deixarei de distinguir entre a ida e o regresso?
If I repeat the same journey many times, will I no longer be able to discern the departure from the return?”
Text(o): Paulo Kellerman