


Libelinhas

“Já reparaste que pedir algo a alguém é uma forma de submissão? De te colocares nas mãos do outro? De certa forma, para pedir algo é preciso ser corajoso.”
Texto de Paulo Kellermann | Encenação de Pedro Oliveira para O Nariz



“Tu mesma és um poema e
os teus olhos são versos sem rima,
tal como a encantadora canção que
entoas sempre que falas,
falando seja lá sobre o que for
e navegando sobre esse teu belo e dançante sorrir de meia distância,
que me faz arder a alma.”
Projeto: Paulo Kellerman
Texto: José Alberto Vasco
“- Serás sempre metade de mim. E não o digo por seres a metade que me complementa, mas por seres apenas metade.”
Projeto: Paulo Kellerman
Texto: Elsa Margarida Rodrigues
“Verbo
Hoje conjuguei o verbo ser na segunda pessoa do singular e adicionei-lhe o meu pronome reflexo. Presente, indicativo de tudo aquilo que, sujeito e complemento, és, em mim.
Aqui chegados, na primeira pessoa do plural, todas as conjugações do mundo se fazem no modo imperfeito ou num longínquo futuro do pretérito do indicativo. Seres-me é, enfim, uma, entre tantas impossibilidades locutivas.”
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Projeto: Paulo Kellerman
Texto: Clara Vales
“Junto palavras como se isso fosse fácil e inofensivo, conjugo-as formando devaneios e teorias inconsequentes, tal como uma professora estagiária de filosofia, falando sozinha em frente de um espelho decrépito num lúgubre quarto de pensão, ensaiando a sua primeira aula; e que sei eu de filosofia, afinal?”
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Projeto e texto: Paulo Kellerman
Fado


puxe
feche os olhos. veja. abra os olhos
empurre
volte sempre
obrigado”

Foto: Ana Gilbert
Fragmentos narrativos
Música: Os moinhos (Madredeus, O espírito da paz)
Imagens: Ana Gilbert

“Diz-me como me sentes, dir-te-ei quem sou.”
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Projeto: Paulo Kellerman
Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Ana Gilbert








