sabe a poema inocente

Do encontro e da cumplicidade entre palavras e imagens.

Um enorme obrigada ao Breve Leonardo por esta sintonia espontânea, delicada e bela.

sabe a poema inocente

o murmúrio de luz que
se inclina nas manhãs raras

estas – onde corpo ainda está aberto ao mundo – esta
onde o corpo acorda sereno,
não resiste.

por assim dizer,
a espessa álgebra do dia ainda não se fez sentir na rotina inquieta
da voz – como osso dormente e demais,
no corpo.

por assim dizer,
nesta manhã rara
as diminutas sílabas – soltas da palavra – ainda não ocupam espaço

como a pedra brisa
ou cinza vaga que
suspensos

sabem a poema. sabem
a luz ou poema – tão intacto

inocente.

Palavras

Palavras numa língua de céus impossíveis.

José Luís Peixoto (A Casa, a Escuridão)

Fotografar palavras #3213

Ler. Desdobrar as palavras. Revelar imagens e, dentre elas, escolher uma (ou mais de uma) que vai se coagular em fotografia.

Assim é o processo do FOTOGRAFAR PALAVRAS, esse projeto generoso do Paulo Kellerman que, diariamente (desde 2016), desafia a nossa criatividade.

Hoje, a cumplicidade é com o José Alberto Vasco.

Espelhar-me na ebriedade dessa tua sofisticação de amores-perfeitos logo pela manhã salva-me o dia na universalidade do teu sorrir.

Sonho

Todas as noites sonho memórias novas.

Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Fotos | Ana Gilbert

Cumplicidade entre imagens e palavras, entre afetos e talentos

Paulo Kellerman: 25 anos de atividade literária e de parcerias e projetos bonitos

Ilustração do postal comemorativo: Maraia (@hopefulngold)

A casa

“A casa voltou a reinar, segura da sua força.
Bem no meio tem um coração. Uma iluminação que não se sabe de onde vem. E sou capaz de passar horas a banhar-me nesse conforto.
Por vezes, a casa murmura o teu nome.”


A casa na praia, de Mónia Camacho, na Antologia Minimalista (2020)

Minimalista Editora