




ou o lugar está fora de nós.

ou os pensamentos da matéria.














Sinto o sol no corpo. Por vezes é quanto basta: sentir o sol no corpo. Não chega a ser felicidade, mas quase.
I feel the sun on my body. Sometimes it is enough: to feel the sun on my body. It is not happiness, not quite, but almost.
Text(o): Paulo Kellerman | Portable link

O movimento é a forma que o corpo tem de sonhar.
Movement is the body’s way of dreaming.
text(o): Paulo Kellerman | Portable link

Tenho saudades de sonhar. Tenho saudades da leveza. Tenho saudades da banalidade.

Limitamo-nos a desejar, estamos sempre prisioneiros de um desejo qualquer; e, por vezes, até vamos atrás dele, perseguimo-lo perseverantemente; mas chegamos lá e não é nada daquilo, encontramos apenas uma decepção. Ou até é aquilo que queríamos, que procurávamos; mas, no fundo, é irrelevante. Porque começamos logo a desejar outra coisa qualquer.
***
We limit ourselves to desire; we are always held captive by one desire or another; and sometimes we even go after it, pursuing it relentlessly; but when we reach it , it is nothing like what we imagined, we find only disappointment. Or perhaps it is precisely what we wanted, what we were looking for; yet, deep down, it proves to be irrelevant. Because almost immediately we begin to desire something else.

Project by Paulo Kellerman.
Photograph by Eva Desmaris
A collective space for ART. Daily publications since 2016.


Hoje, na publicação # 5452 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, a parceria no texto é com a Fabiana Fraga.
A sombra falava baixo.
Ela escutava.
Entre escolher e decidir,
silenciosa.
O tempo, não.
…
The shadow spoke softly.
She listened.
Between choosing and deciding,
silent.
Time did not.
Texto | Text: Fabiana Fraga
Fotografia | Photography: Ana Gilbert
Fotografar palavras, espaço de encontro entre imagem e palavra, entre pessoas. Projeto coletivo imaginado e coordenado pelo querido Paulo Kellerman. Sustentado por tod@s nós.
Publicações diárias, desde 2016.

Initiative by Paulo Kellerman.
Photograph by Anna Monica Rigon.
A collective project, a collective space for ART. Daily publications since 2016.



Quem não pensa, não sente.
Quem sente, não pensa.
Whoever doesn’t think, doesn’t feel.
Whoever feels, doesn’t think.
Paulo Kellerman & Ana Gilbert

te ver sem te pegar nas redes da imobilidade.
Didi-Huberman, (imagens-ocasiões, 2018)