Mas quase

But almost

Sinto o sol no corpo. Por vezes é quanto basta: sentir o sol no corpo. Não chega a ser felicidade, mas quase.

I feel the sun on my body. Sometimes it is enough: to feel the sun on my body. It is not happiness, not quite, but almost.

Text(o): Paulo Kellerman | Portable link

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Limitamo-nos a desejar, estamos sempre prisioneiros de um desejo qualquer; e, por vezes, até vamos atrás dele, perseguimo-lo perseverantemente; mas chegamos lá e não é nada daquilo, encontramos apenas uma decepção. Ou até é aquilo que queríamos, que procurávamos; mas, no fundo, é irrelevante. Porque começamos logo a desejar outra coisa qualquer.

***

We limit ourselves to desire; we are always held captive by one desire or another; and sometimes we even go after it, pursuing it relentlessly; but when we reach it , it is nothing like what we imagined, we find only disappointment. Or perhaps it is precisely what we wanted, what we were looking for; yet, deep down, it proves to be irrelevant. Because almost immediately we begin to desire something else.

Paulo Kellerman

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FOTOGRAFAR PALAVRAS # 5452

Hoje, na publicação # 5452 do FOTOGRAFAR PALAVRAS, a parceria no texto é com a Fabiana Fraga.

A sombra falava baixo.
Ela escutava.

Entre escolher e decidir,
silenciosa.

O tempo, não.

The shadow spoke softly.
She listened.

Between choosing and deciding,
silent.

Time did not.

Texto | Text: Fabiana Fraga
Fotografia | Photography: Ana Gilbert

Fotografar palavras, espaço de encontro entre imagem e palavra, entre pessoas. Projeto coletivo imaginado e coordenado pelo querido Paulo Kellerman. Sustentado por tod@s nós.
Publicações diárias, desde 2016.