
Tenho um mar revolto e intransponível dentro de mim.
“Do I dare disturb the universe?” (T.S. Eliot, The love song of J. Alfred Prufrock)


Tenho um mar revolto e intransponível dentro de mim.
“Do I dare disturb the universe?” (T.S. Eliot, The love song of J. Alfred Prufrock)

… até o meu fascínio era azul.”
Palavras | Manoel de Barros (Ensaios fotográficos)

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Temporality and eternity.

“Algo me sustenta em meio à inconstância do meu mundo . Brota profundo, sólido; assiste impassível ao burburinho, à fluidez dos movimentos incessantes, por vezes inúteis. Seu silêncio é secular, brutal em sua pouca consideração por meus dias mesquinhos. Eu o adivinho, farejo seu olhar, e sei que nada mais importa.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto| Peter A. Gilbert







(Anathema | The beginning and the end)

“Não há nada mais temível do que o tempo que pára, ficamos iguais para sempre e essa é a maior desgraça.”
Palavras | Afonso Cruz (Para onde vão os guarda-chuvas)


“o passeio
passeio:
passou enquanto eu passava.
tudo passa, mesmo que não dê um passo
fica pacificado
é isto: ex-isto.”
…
(foto feita a partir de um texto feito a partir de uma foto)
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto e foto de partida | calí boreaz
Foto de chegada | Ana Gilbert

Nada-ninguém-azul.


Festival Internacional de Fotografia
Selfie em Foco 2019
18 a 22 de setembro de 2019
Paraty, Brasil


“Como se a sua mente fosse um quarto percorrido por correntes de ar invisíveis, que provocam reacções e têm consequências, que agitam, mas são simples movimentações de ar; fluxos de ar; oscilações de ar.”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert
