
“Vejo o brilho de um sonho tão impossível.”
(José Luís Peixoto, A Casa, a Escuridão)


“Vejo o brilho de um sonho tão impossível.”
(José Luís Peixoto, A Casa, a Escuridão)

“As nuvens passam, vagarosas e indiferentes.
Porque nunca param para nos escutar?”
Fotografar palavras
Projeto e texto | Paulo Kellerman
Foto | Ana Gilbert

MINIMALISTA, a editora informal que uniu doze pessoas, mapeando o seu território entre dois continentes separados pelo atlântico.
Ilustração | Maraia

“Sente-se um estranho. O seu sorriso é o sorriso de um estranho. O seu olhar é o olhar de um estranho. Tudo em si parece pertencer a estranhos. Alguma vez se irá conseguir cruzar com a sua alma?”
Excerto de AVIÕES DE PAPEL, de Paulo Kellerman | Uma edição MINIMALISTA

O romance Aviões de papel. de Paulo Kellerman, está chegando ao Brasil | uma edição da nossa Minimalista.
Já encomendou o seu?
(encomendas pelo e-mail: minimalista.editora@gmail.com | vendas no Brasil)
Abaixo, uma bela vídeo-sinopse por Sandrine Cordeiro e Fabrício Cordeiro
gostamos de livros | escrevemos livros | publicamos livros | lemos livros
somos uma equipe de criadores das áreas de literatura, ilustração e design

.

Encontrei-te entre os azuis.
Um excerto de Aviões de papel por Sandrine Cordeiro.
Novo romance de Paulo Kellerman | Minimalista editora
Encomendas: minimalista.editora@gmail.com
(distribuição no Brasil)

Volto a falar do nosso projeto Fotografar palavras, não apenas porque a primeira de quatro exposições está a acontecer no m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria, Portugal; mas, em especial, pelo gosto e pelo orgulho que sinto em fazer parte dele, desde quando comecei a colaborar, em junho de 2017.
Fotografar palavras é um projeto criado e dinamizado pelo escritor Paulo Kellerman. Reúne fotógrafos e escritores num desafio diário: o exercício criativo de transformar palavras em fotografias. Já conta com 2394 publicações, ao longo de quatro anos, que podem ser apreciadas no blog de mesmo nome, em sequência temporal ou nas galerias dos diferentes fotógrafos e escritores.
Apesar de ser um projeto desenvolvido em plataforma virtual, promove e alimenta relações de amizade e colaboração artística que existem para além das telas dos dispositivos tecnológicos, habitando a dimensão essencial do contato humano e ultrapassando as distâncias geográficas entre os participantes.
Acontece assim: os fotógrafos recebem excertos (anônimos) dos escritores, por intermédio do Paulo Kellerman, e encontram uma (ou mais de uma) imagem para essas palavras. Mas, como o projeto é saudavelmente transgressor de si mesmo, acontece do ponto de partida ser a fotografia e o desafio é feito a um escritor para que encontre palavras para essa imagem. Ou ainda, podem acontecer publicações em que um artista é autor tanto do texto quanto da foto. Porque os caminhos da criação são inesgotáveis e vão despertando novos entrelaçamentos e possibilidades em cada participante.
A relação entre as imagens e as palavras reunidas numa publicação não é de submissão, isto é, uma forma de expressão não é mais importante do que outra; e muito menos de dependência ou fusão: ao serem alinhadas, imagens e palavras não se perdem, não se fusionam, mantêm a sua autonomia. O que existe é uma profunda cumplicidade entre elas, mesmo quando os artistas não se conhecem, permitindo a abertura de caminhos de leitura, de desenvolvimentos narrativos, de amplificação de afetos.
O projeto reúne perspectivas diversas e alinha diferentes estilos e subjetividades artísticas, num ambiente experimental de total respeito e liberdade cujo vigor se mantém intacto. Convida o leitor a ir além do que é apresentado, a explorar novos horizontes movido pelo desassossego, pela emoção e pela reflexão que o material suscita.
Dose diária de arte.


“Incomoda-te a minha sombra? Ou a minha luz?”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | Ana Gilbert
Foto| João Oliveira

“escutar
de todo o modo
é prece”
Palavras | Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

27 de junho de 2020 | das 16 às 17:30
Inscrições pelo e-mail| mimose@cm-leiria.pt
Quem estiver por Leiria, pode participar da visita guiada à exposição Fotografar palavras com o criador do projeto, Paulo Kellerman.
Apareçam!


“- Espero que continues liberta e inspirada e que esta chuvinha ilumine e fertilize o teu sentir.
– Há que procurar inspiração todos os dias… Beijinho agradecida pela tua bonita mensagem!…
– As mensagens bonitas são para as meninas bonitas, aquelas com música de folhas, flores e frutos sem romance. Beijinho perfumado a terra molhada…
– Uau! Não tenho palavras nem tenho essa veia artística, poética!… Apenas entendo a linguagem das plantas.
– A linguagem das plantas é escrita poética em estado de graça, e a teu gracioso modo também tu libertas essa poesia da terra.
– A sensibilidade com que lidamos com elas não é comum a toda a gente?
– A sensibilidade é um dom de pessoas raras. E elas sentem essa luz umas nas outras. É uma paixão de flores e planetas.
– É bem possível. Concordo.”
Fotografar palavras
Projeto | Paulo Kellerman
Texto | José Alberto Vasco
Foto| Ana Gilbert

“Mulheres são perfumes que se aproximam, param e se esquivam sem lançar raízes nessa treva.”
(Lya Luft, Mulher no palco)



3 anos de sutilezas…
O meu obrigada, sempre, aos que me acompanham por aqui… pelos sorrisos, pelo desassossego, pelo espanto que o meu olhar possa ter provocado… porque a função da arte é afetar…
“O problema não é inventar. É ser inventado hora após hora e nunca ficar pronta nossa edição convincente.”
(Carlos Drummond de Andrade, Corpo)
