
o escuro não se aligeira sob o alçapão
a casa é um alvo o meu predador entra
nunca diz
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)

o escuro não se aligeira sob o alçapão
a casa é um alvo o meu predador entra
nunca diz
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)


se alguma vez me vires em sonhos
sacode-me a terra ao coração
Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

“eu deixei a luz em
dias como este conheço o
olhar sem imagens dentro”
valter hugo mãe (publicação da mortalidade)
[detalhe de anos-luz, instalação de bia lessa – mam]



antes do poema
está a fome
durante o poema
a matança
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)

já há um relâmpago ao
invés do homem
que combate à noite
a tua ausência
Valter Hugo Mãe (publicação da mortalidade)

quem deixou sobre o coração
um feixe de luz
cega nunca
Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

“todos os dias uma
vez mais alguém inventa
o mundo e de súbito
vivemos”
valter hugo mãe (publicação da mortalidade, 2018)

“estou a plantar florinhas nas cavidades
dos olhos para não ver mais para ver jardins”
Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)

“já há um relâmpago ao
invés do homem
que combate à noite
a tua ausência “
Valter Hugo Mãe (Nava, Publicação da mortalidade)

“escutar
de todo o modo
é prece”
Palavras | Valter Hugo Mãe (Publicação da mortalidade)