
a matéria dos sonhos



em caso de dúvida, dançar. sempre.
[when in doubt, dance. always.]

Não será possível sobreviver sem contar nossa própria história de outro modo. Sem sonhar de outro modo.
Paul B. Preciado (Dysphoria Mundi)

O primeiro dever de uma mulher escritora é matar o anjo do lar.
Virgínia Woolf

Respiras devagarinho, não te moves; e o tempo passa por ti, esvai-se, indiferente aos ruídos, aos soluços do mundo. Estamos sós, juntos por um momento que não vai durar o suficiente.
Paulo Kellerman (excerto do conto Morreste: e ainda não sabes)
O livro GASTAR PALAVRAS completa 20 anos de beleza.

te ver sem te pegar nas redes da imobilidade.
Didi-Huberman, (imagens-ocasiões, 2018)

(com quantas oscilações se desenha o equilíbrio?)


Uma gota de noite oxida-me a boca.
Al Berto (O anjo mudo)

UM LUGAR DE PASSAGEM, projeto com Frankie Boy (2024), agora em formato digital.
uma câmera
um rolo de filme
dois fotógrafos
Frankie Boy fotografou Ana Gilbert
Ana Gilbert fotografou Frankie Boy
[edição bilíngue]
…
A PLACE OF PASSAGE, a project with Frankie Boy (2024), now in digital format.
a camera
a roll of film
two photographers
Frankie Boy photographed Ana Gilbert
Ana Gilbert photographed Frankie Boy
[bilingual edition]

com Jorge VAz Dias

Around us fear, descending
Darkness of fear above
And in my heart how deep unending
Ache of love
James Joyce (Poems and shorter writings)

Gosto de cruzar as fronteiras.
Olga Tokarczuk (Sobre os ossos dos mortos)

no espelho | de relance | a cor do sonho | de ontem
Paulo Leminski


“Escrever ficção é como emprestar meu corpo para mim mesma”.
Eliane Brum (Uma duas, 2018)

“Somos estrangeiros também, e principalmente, diante da nossa felicidade”.
Emanuele Coccia (Filosofia da casa, 2024)

Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é de você
Você tem medo é de querer
Me amar
Adriana Calcanhotto
[ouça aqui]

“Ter nascido significa isto: não ser puro, não ser si mesmo, ter em si alguma coisa que vem de outro lugar, alguma coisa de estranho que nos leva a nos tornarmos a cada vez estrangeiros a nós mesmos.”
Emanuele Coccia (Metamorfoses, 2022)