Escrita

“O que leva alguém a passar dias a escrever, a inventar histórias, a fazer poemas, questionou-se. Para quê? Qual a utilidade de uma história bem contada? Escrever não limpa a casa, pensou. E continuou a limpar.”

Excerto de FLORBELA, romance de Sandrine Cordeiro.

Uma edição Minimalista

Ela, a Antologia

ANTOLOGIA MINIMALISTA

12 autores, 12 contos inéditos, 12 estilos

Disponível em pré-venda.

Pedidos: minimalista.editora@gmail.com

Ana Moderno | Andreia Azevedo Moreira |Elsa Margarida Rodrigues | Liliana Silva | Joana Lopes | Ana Gilbert | Cristina Vicente | Lia Wolf | Ana Miguel Socorro |Sandrine Cordeiro | Mónia Camacho | Paulo Kellerman

Florbela | Minimalista Editora

“…parece que sempre estive sozinha. Tive de ser eu a pegar-me ao colo quando queria que fosse a minha mãe. E ela está aqui. – Acusou.”

FLORBELA | romance de Sandrine Cordeiro

Uma edição Minimalista

“Um enigmático livro verde é inesperadamente descoberto debaixo de um cadeirão; e é esta descoberta, tão banal quanto misteriosa, que encerra a possibilidade de transformar o quotidiano. Duas mulheres, mãe e filha, passam a reunir-se em tempos e espaços distintos, aproximadas e unidas pelo misterioso livro.

Florbela é uma estória de encontros e desencontros, de possibilidades e perdas, de acasos e mistérios, de subtilezas e descobertas, de palavras e silêncios. Uma estória de buscas: do eu, do outro, de um sentido. Uma estória que se vai revelando como um puzzle construído peça a peça, onde nem tudo faz pleno sentido, nem tudo tem explicação, nem tudo encaixa. Como na vida.”

Paulo Kellerman

(encomendas pelo e-mail: minimalista.editora@gmail.com)

FLORBELA

“Sentiu-se sozinha naquela manhã. Olhou em redor e viu exatamente o mesmo que vira no dia anterior, e no outro, e no outro.”

FLORBELA, romance de Sandrine Cordeiro
Uma edição Minimalista
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Encomendas: minimalista.editora@gmail.com

Aviões de papel

“- Sinto-me vazio, como se fosse apenas um recipiente à espera de ser preenchido.”

Paulo Kellerman (Aviões de papel | Edição Minimalista

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Paulo Kellerman escreve sobre a alma humana, no que ela tem de belo e sombrio. E não é diferente em Aviões de papel (seu 2º romance e 14º livro), um romance de contos que inquieta com a beleza; um texto diáfano que mistura suavidade e crueza.

Uma menina faz um avião de papel e o lança da varanda com uma frase escrita numa das asas. Espera que algo aconteça. O seu avião rasga o ar e o silêncio do domingo. A sua imaginação rasga a falta de sentido do mundo e, por um momento, suspende o tempo. Por essa fresta aberta pela imaginação passeiam desígnios, possibilidades, lampejos que ficam à espera de que alguém os perceba. E alguém percebe. Há sempre alguém capaz de reconhecer os sinais, de dar continuidade a esse fio invisível que nos conecta como seres humanos: a imaginação, ou a capacidade de criar imagens. Contudo, apesar de ser inerente ao humano, essa capacidade imaginativa pode sofrer um declínio em decorrência dos afazeres e exigências da vida cotidiana, dos estados anímicos e da intolerância com os nossos ritmos internos. Aos poucos, as imagens nos abandonam, perdemos o poder do espanto e nos tornamos literais e enrijecidos, desconectados desse fio criativo invisível. Demasiado adultos, talvez. Vazios.

Os vinte e sete contos são pequenos universos independentes dentro de um todo que é o romance. Eles nos oferecem paisagens de silêncio e dor, de dúvida e inquietude, de contentamento e otimismo, processos de diferenciação psíquica e de construção de imagens do eu. Somos guiados por um avião de papel, frágil e delicada testemunha das vidas e seus dramas, e que é o elo de ligação entre as histórias, numa costura precisa que é característica marcante de Kellerman. Objeto banal e concreto, o avião de papel (e o ato de lançá-lo ao espaço) é também uma bela e potente metáfora do imprevisível, e nem sempre bem-sucedido, processo de restauração da imaginação, tanto em termos psíquicos quanto corporais. Em seu voo efêmero e instável, a leveza do avião contrasta com o peso da realidade; o lúdico dialoga com as perturbadoras vozes que habitam as personagens e, por onde passa, o avião de papel afeta, desassossega, alimenta, traz esperança. Traduz-se em acasos, sorrisos, toques. Acrescenta alguma cor à monotonia dos dias. Provoca o surgimento de imagens.

O romance Aviões de papel delineia a sutileza do sonho em contraste com a melancolia do cotidiano sem sentido, numa multiplicidade de vozes que reverberam em nós como um labirinto de espelhos a devolver-nos inúmeras imagens do eu. Alerta para o risco da aridez e da fragmentação decorrente do declínio da imaginação, e aponta uma saída possível. Poético, incisivo e cativante, o texto emociona e nos ampara diante da inevitabilidade da queda.

Florbela

“Pediu perdão: «Meu Deus, porque sois tão bom? Tenho muita pena de vos ter ofendido, ajudai-me a não tornar a pecar.» Um pedido humanamente impossível, é certo. Talvez, por isso, a necessidade de o repetir em tantos momentos da sua vida.”

Excerto de FLORBELA, romance de Sandrine Cordeiro

Uma edição Minimalista

Minimalista no Brasil

Um sonho, uma ideia, um grupo de amigos. Criatividade e cooperação. Talentos. Desafios.

Assim surgiu a Minimalista, uma editora independente e informal. Somos doze escritores e três profissionais do design e das artes plásticas de Portugal e do Brasil. Juntos, estamos realizando o sonho. Contribuímos com o que sabemos e gostamos de fazer para levar adiante uma proposta ousada.

Na contramão da crise e do desalento em que vivemos, a Minimalista encara o desafio e avança com vigor.  É com grande alegria e orgulho que recebo no Brasil a nossa primeira publicação: o romance Aviões de papel, do Minimalista Paulo Kellerman, um livro que inquieta com a beleza.

A segunda publicação já está a caminho: o romance Florbela, da Minimalista Sandrine Cordeiro.  Mais detalhes, em breve.

Encomendas pelo email: minimalista.editora@gmail.com

(distribuição no Brasil)

Publicação # 500

A Minimalista é notícia | Sapo Mag / Lusa

28 Julho 2020

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Um pouco mais de Aviões de papel de Paulo Kellerman

aqui: (vídeo)

“Dizem que quem ouve vozes dentro da cabeça é doido, mas se calhar os doidos são aqueles que não ouvem vozes, aqueles que acreditam que a sanidade reside na solidão e na individualidade do pensamento.”

e aqui: (vídeo)

“Recordamos tantas primeiras coisas. Mas não a primeira vez que olhámos, que cheirámos, que tocámos; que sorrimos. Como podemos esquecer o primeiro sorriso?”